Kleber Mendonça Filho, um diretor brasileiro conhecido por filmes como “Bacurau”, falou sobre a necessidade de regulamentar o streaming no Brasil durante a coletiva de imprensa de seu novo filme, “O Agente Secreto”, em Cannes. Ele destacou a importância de ter uma janela de exibição nos cinemas antes que os filmes cheguem às plataformas de streaming e pediu uma distribuição mais acessível. Mendonça Filho mencionou que o Brasil deve organizar melhor o que as plataformas de streaming oferecem ao cinema nacional, citando o modelo francês que ajuda a financiar produções locais. Ele acredita que, apesar do momento positivo para o cinema brasileiro, é fundamental garantir que os filmes sejam bem exibidos nas salas de cinema. “O Agente Secreto” é inspirado nas histórias contadas por sua mãe durante a ditadura militar, quando jornalistas usavam metáforas para escapar da censura.
Kleber Mendonça Filho, diretor brasileiro, defendeu a regulamentação do streaming no Brasil durante a coletiva de imprensa de “O Agente Secreto” no Festival de Cannes, nesta segunda-feira (19). Ele ressaltou a necessidade de uma janela de exibição nos cinemas e de uma distribuição mais acessível para o público.
O cineasta, que já conquistou o prêmio do Júri em Cannes com “Bacurau”, afirmou que o Brasil precisa organizar o que o mercado de streaming oferece ao cinema nacional. “Precisamos cuidar da nossa produção e da nossa distribuição”, disse ele, citando o modelo francês de taxação das plataformas, que reverte recursos para a produção de filmes locais.
Mendonça Filho destacou que o Brasil vive um momento promissor para o cinema, mas alertou que é essencial garantir uma boa exibição nas salas antes de migrar para o streaming. “Fico feliz que esse filme [‘O Agente Secreto’] seja visto no streaming, mas precisamos de um circuito democrático e com ingressos acessíveis.”
Contexto do Cinema Brasileiro
A exibição de “O Agente Secreto” ocorre dois meses após “Ainda Estou Aqui” conquistar o primeiro Oscar para o Brasil. Wagner Moura, ator do filme, comentou sobre a importância desse reconhecimento, afirmando que “conectou o cinema brasileiro com o seu público”. Ele também mencionou o contexto político difícil enfrentado durante o governo de Jair Bolsonaro, que motivou sua colaboração com Mendonça Filho.
A trama de “O Agente Secreto” segue Armando, um pesquisador que retorna ao Recife após ser jurado de morte. O diretor se inspirou nas histórias contadas por sua mãe durante a ditadura militar, quando jornalistas usavam metáforas para driblar a censura. “A união do mundo que a gente vive com a fábula é algo fascinante”, afirmou Mendonça Filho, referindo-se à sua abordagem narrativa.
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