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Sophie Auster lança ‘Milks of Ulcers’ e reflete sobre dor e criação musical

Sophie Auster reflete sobre vida e morte em "Milks of Ulcers", seu novo álbum, enquanto faz turnê pela Espanha.

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Sophie Auster, filha do escritor Paul Auster, lançou seu novo álbum “Milks of Ulcers”, que aborda o nascimento de seu filho e a morte de seu pai. Durante sua turnê pela Espanha, ela compartilha como a música a ajuda a lidar com o luto. Auster descreve seu trabalho como algo que reflete sua vivência, sem poses ou fórmulas. Ela fala sobre o processo criativo, que mistura intuição e repetição, e como suas canções não são para curar, mas para acompanhar as feridas. O álbum traz uma mistura de sentimentos, com esperança e ansiedade, e Auster menciona que a música é uma necessidade, não um luxo. Ela também destaca a importância do espaço para a criação artística, especialmente em tempos difíceis, e como a arte traz cor ao mundo.

Sophie Auster, filha do renomado escritor Paul Auster, lançou recentemente seu novo álbum “Milks of Ulcers”. A artista, que está em turnê pela Espanha, aborda em suas canções temas profundos como o nascimento de seu filho e a morte de seu pai. O álbum reflete um momento de transição e luto, onde a vida e a morte coexistem.

Durante uma entrevista em Pamplona, Auster comentou sobre o processo criativo do disco, descrevendo-o como “catártico”. A música, segundo ela, não é apenas uma forma de expressão, mas uma necessidade para lidar com a dor e o desassossego. “Minhas canções não estão feitas para fechar feridas, mas para acompanhá-las,” afirmou a artista.

As letras de Auster transmitem uma mistura de esperança e ansiedade. Em “Heartbreak Telephone”, por exemplo, ela reflete sobre a fragilidade da felicidade. Auster destaca que mesmo em suas composições mais alegres, há sempre uma tensão subjacente. “Sempre há uma suspeita,” disse.

Reflexões sobre a Criação

A artista também compartilhou seu método de composição, que envolve intuição e repetição. Auster reconhece que muitas vezes descarta a maior parte de seu trabalho, mas valoriza o que realmente ressoa. “Esse pequeno núcleo vale a pena,” afirmou.

Ao falar sobre seu pai, Auster se torna mais íntima. “Ele foi meu maior fã,” revelou, lembrando que Paul Auster ouviu o álbum antes de falecer. Essa conexão emocional permeia seu trabalho, onde cada canção se torna um “ponte entre o que foi e o que pode ser.”

A turnê pela Espanha continua, e Auster expressa sua gratidão pelo público que a recebe. “O arte precisa de espaço e liberdade,” concluiu, enfatizando a importância da criação artística em tempos desafiadores.

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