A jornalista Mayra Jucá vai lançar o livro “O Super-8 no Ai-5: memórias de cinema e juventude nos anos 1970” na Bienal do Livro. A obra, publicada pela editora Letra Capital, explora como o Super-8 foi usado como uma forma de resistência durante a ditadura militar no Brasil. Mayra, que tem doutorado em História, analisa a produção de filmes experimentais feitos por jovens em meio à repressão. Ela mostra que a câmera Super-8 se tornou uma ferramenta importante para esses cineastas. O livro inclui depoimentos de pessoas que usaram esse equipamento e destaca a visão de cineastas como Sérgio Péo, que via a câmera como uma arma de provocação. O lançamento do livro deve estimular discussões sobre a memória cultural e a resistência artística em tempos difíceis, contribuindo para a história do cinema brasileiro e a luta pela liberdade de expressão.
Após uma pesquisa aprofundada, a jornalista Mayra Jucá lançará o livro O Super-8 no Ai-5: memórias de cinema e juventude nos anos 1970 na Bienal do Livro. A obra, publicada pela editora Letra Capital, traz uma nova perspectiva sobre o uso do Super-8 como forma de resistência durante a ditadura militar no Brasil.
Mayra, que possui doutorado em História pelo CPDOC, utiliza o audiovisual para retratar a juventude dos anos de chumbo. A autora apresenta uma historiografia sobre a produção de filmes experimentais em Super-8, realizados em ambientes urbanos sob a repressão do regime militar. Em sua pesquisa, ela destaca como a câmera Super-8 se tornou uma arma simbólica nas mãos de jovens cineastas.
Depoimentos de ‘superoitistas’ e textos da década de 1970, como o do cineasta Sérgio Péo, revelam a importância desse equipamento. Péo, na Revista de Cultura Vozes, menciona que “o trabalho começa quando você resolver usar esse equipamento absolutamente importado como instrumento (arma)”. Essa afirmação ilustra a postura de confronto dos jovens, que viam a câmera como uma forma de provocação e resistência.
O lançamento do livro promete trazer à tona discussões sobre a memória cultural e a resistência artística em tempos de opressão. A obra de Mayra Jucá se destaca como uma contribuição significativa para a historiografia do cinema brasileiro, especialmente no que diz respeito à produção independente e à luta pela liberdade de expressão.
Entre na conversa da comunidade