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“Matraga” transforma conto de Guimarães Rosa em ópera com forte carga dramática

Nova encenação de "Matraga" no Grande Teatro Cemig mistura ópera e teatro, mas protagonista não canta. Última apresentação hoje.

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A nova versão de “Matraga”, de Rufo Herrera, foi apresentada pela Fundação Clóvis Salgado no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A obra, que já existia desde 1985, agora é encenada como uma ópera, mas o protagonista, Augusto Matraga, interpretado por Leonardo Fernandes, não canta. A peça combina música incidental com a interação entre os personagens, criando uma experiência cênica impactante. A direção de Rita Clemente traz uma produção visual rica, retratando um sertão árido, enquanto a música de Rufo Herrera, regida por Ligia Amadio, complementa a narrativa. A história segue Matraga, um homem que busca redenção após ser atacado e deixado para morrer, mas que é consumido pelo desejo de vingança. O espetáculo também conta com a participação do violeiro Chico Lobo e uma coreografia envolvente. O elenco inclui o tenor Geilson Santos, que se destaca em seu papel, e Edineia Oliveira, que impressiona com sua interpretação. A última apresentação acontece nesta terça-feira, às 20h, com ingressos a R$ 25 e R$ 50.

A Fundação Clóvis Salgado apresenta uma nova versão da obra “Matraga”, de Rufo Herrera, no Grande Teatro Cemig Palácio das Artes, em Belo Horizonte. A encenação, que revisita a criação original de mil novecentos e oitenta e cinco, é marcada por uma abordagem operística, embora o protagonista, interpretado por Leonardo Fernandes, não cante.

A nova montagem, dirigida por Cláudia Malta e com encenação de Rita Clemente, destaca a música de Rufo Herrera, criando uma atmosfera intensa. A produção visual, com cenários de Miriam Menezes e iluminação de Gabriel Pederneiras, retrata um sertão árido e místico. O espetáculo, que dura pouco menos de duas horas, é descrito como um faroeste mineiro, onde os personagens enfrentam destinos cruéis.

A música, regida por Ligia Amadio e executada pela Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, complementa a narrativa com uma trilha sonora que evoca o ambiente sertanejo. O violeiro Chico Lobo também participa, enriquecendo a experiência com elementos da cultura mineira. A história de Matraga, um homem que busca redenção após ser atacado, é marcada por temas de vingança e conversão religiosa.

O elenco inclui o tenor Geilson Santos, que se destaca em seu papel, e Edineia Oliveira, que interpreta Mãe Quitéria. A interação entre Leonardo Fernandes e Flavio Leite, que vive Joãozinho Bem-Bem, é um dos pontos altos da performance. A última apresentação de “Matraga” ocorre nesta terça-feira, às 20h, com ingressos a R$ 25,00 (meia) e R$ 50,00.

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