A ópera “Matraga”, de Rufo Herrera, foi reencenada no Grande Teatro Cemig, em Belo Horizonte, trazendo uma nova versão do conto “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa. A apresentação, que aconteceu no último sábado, teve Leonardo Fernandes no papel principal e Ligia Amadio regendo a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. A obra, criada em 1985 e revisada em 2023, combina elementos visuais e sonoros, mesmo com o protagonista não cantando. A direção de Rita Clemente criou um cenário sertanejo místico, com cenários de Miriam Menezes e iluminação de Gabriel Pederneiras. O figurino de Sayonara Lopes ajudou a caracterizar os personagens, que enfrentam destinos difíceis. A música de Herrera, com poucos instrumentos, reflete a aridez do sertão e inclui momentos corais marcantes. O violeiro Chico Lobo acompanhou a narração de Gilson de Barros, que representa Guimarães Rosa. A história de Matraga, que busca redenção e é consumido pela vingança, é o foco da narrativa. O elenco teve destaques como Geilson Santos e Edineia Oliveira, além da boa química entre Leonardo Fernandes e Flavio Leite, que interpretou Joãozinho Bem-Bem. A última apresentação de “Matraga” será nesta terça-feira, às 20h, com ingressos a R$ 25 (meia) e R$ 50, reafirmando a importância da obra de Guimarães Rosa na cultura brasileira.
A ópera “Matraga”, de Rufo Herrera, foi reencenada no Grande Teatro Cemig, em Belo Horizonte, trazendo uma nova interpretação da obra “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de Guimarães Rosa. A apresentação, que ocorreu no último sábado, destaca a performance de Leonardo Fernandes no papel principal e a regência de Ligia Amadio à frente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais.
A obra, criada em 1985 e revisada em 2023, é uma adaptação que combina elementos visuais e sonoros, embora o protagonista não cante. A encenação, sob a direção de Rita Clemente, apresenta um sertão árido e místico, com cenários de Miriam Menezes e iluminação de Gabriel Pederneiras, criando uma atmosfera envolvente. O figurino de Sayonara Lopes contribui para a caracterização dos personagens, que enfrentam destinos cruéis.
A música de Herrera, com seu uso econômico de instrumentos, evoca a aridez do sertão e culmina em momentos corais impactantes. O violeiro Chico Lobo acompanha a narração de Gilson de Barros, que representa Guimarães Rosa, adicionando uma camada cultural à obra. A história de Matraga, um homem em busca de redenção e consumido pelo desejo de vingança, é central para a narrativa.
O elenco lírico conta com performances marcantes, como a de Geilson Santos, que brilha em seu maior papel até agora, e Edineia Oliveira, que impressiona como Mãe Quitéria. A interação entre Leonardo Fernandes e Flavio Leite, que interpreta Joãozinho Bem-Bem, destaca-se pela química e humor, enriquecendo a trama.
A última apresentação de “Matraga” está agendada para esta terça-feira, às 20h, no Grande Teatro Cemig, com ingressos a R$ 25 (meia) e R$ 50. A produção, promovida pela Fundação Clóvis Salgado, reafirma a relevância da obra de Guimarães Rosa no cenário cultural brasileiro.
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