Brian Blade, um famoso baterista de jazz, tem uma forte ligação com a música brasileira, influenciado por artistas como Milton Nascimento e Hermeto Pascoal. Ele se apresentará no Brasil com sua banda, The Fellowship Band, no C6 Festival, destacando a crescente conexão entre jazz e música brasileira, com novos artistas explorando essa mistura. Blade conta que conheceu a música brasileira em Nova Orleans e se apaixonou por Milton Nascimento, a quem considera um mentor. Ele já regravou músicas de Nascimento e Hermeto Pascoal, e acredita que a relação entre jazz e música brasileira vem de suas raízes africanas. Outros músicos, como Esperanza Spalding e Nubya Garcia, também estão contribuindo para essa fusão. Blade observa que a música brasileira tem um sentimento edificante, mas também pode transmitir tristeza, o que ele aprecia. A interação entre jazz e música brasileira está se expandindo, com mais artistas brasileiros ganhando reconhecimento fora do país e novas gerações redescobrindo clássicos da música brasileira.
Brian Blade, renomado baterista de jazz, se apresentará no Brasil com sua banda, The Fellowship Band, no dia 23 de maio durante o C6 Festival, que ocorrerá no Parque Ibirapuera. Blade, que tem forte ligação com a música brasileira, destaca a crescente interconexão entre jazz e música do Brasil.
O músico conta que sua relação com o Brasil começou em Nova Orleans, onde tocou em um bar chamado Café Brasil. “Havia sambas e ouvi Toninho Horta”, relembra. Blade considera Milton Nascimento um mentor e se apaixonou por sua música desde a primeira audição. Ele regravou uma canção de Nascimento em seu álbum, que explora temas familiares e espirituais.
Influências e Conexões
Blade menciona que a música brasileira possui uma dualidade, com sentimentos edificantes e mensagens tristes. Ele cita influências de artistas como Elis Regina, Tom Jobim e Hermeto Pascoal. A conexão entre jazz e música brasileira, segundo ele, se origina na matriz africana, refletindo um parentesco musical que transcende barreiras linguísticas.
Adrian Younge, cofundador do projeto Jazz is Dead, também destaca a importância das culturas negras brasileiras na música do país. Ele observa que, enquanto o samba foi nacionalizado no Brasil, o jazz ainda busca esse reconhecimento nos Estados Unidos. Younge acredita que a redescoberta da música brasileira por jovens jazzistas pode fortalecer essa conexão.
O Futuro do Jazz e da Música Brasileira
A relação entre jazz e música brasileira está se expandindo, com novos artistas explorando essa fusão. Blade e sua banda representam essa nova onda, que inclui nomes como Nubya Garcia e Esperanza Spalding. A busca por clássicos da música brasileira por parte de jovens músicos pode fomentar um diálogo cultural enriquecedor.
A dinâmica do mercado musical também está mudando. Antes, a relação era predominantemente unilateral, com artistas dos Estados Unidos dominando os palcos internacionais. Atualmente, essa troca se torna mais equilibrada, permitindo que artistas brasileiros ganhem espaço em festivais e eventos de jazz ao redor do mundo.
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