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Juicy BAE revela novo álbum e discute desafios da mulher na música urbana

Juicy BAE, artista de Sevilla, lança "El Secreto" e revela sua visão política e desafios na indústria musical. Autenticidade e força marcam sua trajetória.

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Cristina Vela, conhecida como Juicy BAE, está prestes a lançar seu segundo álbum, “El Secreto”. Ela quer um som mais natural e decidiu deixar de lado o autotune. Desde pequena, ela se envolveu com música, começando com aulas de flamenco. Embora tenha se destacado no trap e R&B, Juicy BAE quer mostrar que pode fazer mais. Ela se inspira em artistas como Fela Kuti, que a ensinou sobre a importância de ter uma mensagem. Juicy BAE acredita que músicos devem usar sua voz para abordar questões sociais e políticas, como homofobia e racismo. Ela já enfrentou desafios na indústria musical, onde a presença feminina é limitada e muitas vezes desvalorizada. Sua música é uma forma de expressar suas experiências, incluindo um relacionamento abusivo que a fez parar de compor por um tempo. Juicy BAE se sente forte e quer apoiar outras mulheres na música. Ela também critica a falta de representação feminina em playlists de rap e fala sobre a importância de ser autêntica e emocional em suas letras. Antes do lançamento do álbum, ela interagiu com seus fãs de forma criativa, revelando colaborações através de enigmas. Juicy BAE defende mais inclusão de pessoas trans na música e se vê sempre no palco, sem planos de parar.

Cristina Vela, conhecida como Juicy BAE, está prestes a lançar seu segundo álbum, “El Secreto”, que promete um som mais orgânico, sem o uso excessivo de autotune. A artista de Sevilha se prepara para apresentar suas novas músicas, que refletem suas experiências na indústria musical e sua visão política.

Desde os três anos, Juicy BAE está envolvida com a música, tendo iniciado sua trajetória com aulas de flamenco. Em seu novo trabalho, ela busca mostrar sua versatilidade, afirmando: “Quero soar mais orgânica e demonstrar que posso ensinar minha voz.” A artista já havia explorado a conexão entre a música tradicional andaluza e o trap em seu álbum anterior, PTSD.

Juicy BAE também se destaca por sua postura política. Ela menciona a influência de Fela Kuti, ícone do afrobeat, e acredita que os artistas devem usar sua plataforma para abordar questões sociais. “Os músicos devem reivindicar problemas sociais,” afirma. Suas letras, embora explícitas, não são panfletárias, e ela se identifica como anarquista, preocupando-se com temas como homofobia e racismo.

Desafios na Indústria Musical

A artista relata que, como mulher em um ambiente predominantemente masculino, enfrentou desafios e situações desconfortáveis. “Nunca o disse, mas [PTSD] foi lançado após uma relação de maltrato,” revela. Juicy BAE destaca que sua música ajudou muitas pessoas a superarem relacionamentos abusivos.

Ela critica a falta de oportunidades para mulheres na música urbana, afirmando que “as mulheres têm que brilhar acima de todos esses cabrones.” A artista também menciona a dificuldade de ser incluída em playlists de rap, ressaltando que “não sinto que Spotify me tenha ajudado.”

Conexão com os Fãs

Juicy BAE mantém uma relação próxima com seus fãs, utilizando um universo transmedia para engajá-los antes do lançamento do álbum. Eles puderam desvendar colaborações através de enigmas. A artista destaca a importância de incluir mais pessoas trans na música, afirmando que “é necessário mudar os preconceitos sociais.”

O novo álbum, “El Secreto”, promete trazer uma nova fase na carreira de Juicy BAE, que se sente feliz e autoconfiante após superar desafios pessoais. “O que mais gosto é dar tudo em um show,” conclui a artista, que já se apresentou em festivais renomados como Sónar e Lollapalooza.

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