Carla Simón, uma cineasta espanhola, lançou seu novo filme “Romería”, que está competindo no Festival de Cannes. O filme explora a busca por suas raízes gallegas e a história de seus pais, ambientado em Vigo durante a crise da heroína e do HIV nos anos 80 e 90. A protagonista, Marina, precisa que seus avós reconheçam sua existência para conseguir uma bolsa de estudos. Ela perdeu a mãe biológica quando era pequena e nunca conheceu o pai. Ao viajar para Vigo, Marina busca entender seu passado e encontra dificuldades em se conectar com seus parentes, que não a ajudam em sua busca. O filme mistura imagens modernas com narrações do diário da mãe de Marina, criando um contraste temporal. Embora a jornada de Marina seja visualmente rica, a trama acaba se tornando menos envolvente, com um romance entre primos que levanta questões complicadas. Simón, que já ganhou prêmios importantes com seus filmes anteriores, reflete sobre sua própria história e a de sua geração, enquanto busca novas narrativas e experiências em sua carreira.
Carla Simón, cineasta espanhola, apresenta seu novo filme, Romería, no Festival de Cannes. A obra explora suas raízes gallegas e a história de seus pais, ambientada em Vigo durante a crise da heroína e do HIV nos anos 80 e 90. O filme está em competição e será lançado nas salas espanholas em cinco de setembro.
A trama segue Marina, uma jovem que busca o reconhecimento de sua existência por parte dos avós, essencial para conseguir uma bolsa universitária. Após perder a mãe biológica na infância e nunca ter conhecido o pai, ela viaja para Vigo em busca de respostas. A narrativa é entrelaçada com um diário da mãe, revelando segredos do passado.
Simón utiliza uma abordagem visual que contrasta imagens modernas com a narração de eventos passados, criando uma atmosfera de sonho. A protagonista, interpretada por Llúcia Garcia, enfrenta a estranheza da família, que não a apoia em sua busca. A conexão mais genuína surge com Iago, um dos tios.
Romería também apresenta um ensaio de romance entre Marina e seu primo Nuno, que levanta questionamentos sobre a relação familiar. O filme, embora visualmente impactante, enfrenta críticas pela forma como aborda a tragédia familiar, que pode parecer clichê em alguns momentos.
A diretora, que já conquistou prêmios como o Oso de Ouro, reflete sobre sua jornada pessoal e a busca por entender seus pais. Em entrevistas, Simón destaca que Romería é parte de uma trilogia que explora sua história e a de sua geração. A cineasta busca um tom empático ao retratar o sofrimento familiar, sem julgamentos, mas com uma perspectiva mais ampla sobre as consequências da época.
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