Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cineasta iraniano afirma que hijab é sacrifício necessário para filmar no Irã

Cineasta iraniano Saeed Roustaee apresenta "Woman and Child" em Cannes, enfrentando desafios e críticas sobre a liberdade no cinema no Irã.

0:00
Carregando...
0:00

O cineasta iraniano Saeed Roustaee apresentou seu novo filme “Woman and Child” no Festival de Cannes, após ter sido condenado a seis meses de prisão e cinco anos sem poder trabalhar. O filme, que mostra a vida de uma mãe enfrentando dificuldades, foi feito seguindo as regras do governo iraniano, incluindo o uso do hijab pelas personagens. Roustaee, que voltou a Cannes três anos depois de “Os Irmãos de Leila”, disse que não quer parar de fazer cinema, mesmo que isso signifique seguir as normas do regime. Ele destacou que muitos bons filmes não são exibidos no Irã. A produção de “Woman and Child” levou mais de seis meses para conseguir as permissões necessárias. A cineasta Mahshid Zamani criticou Roustaee por se adaptar às exigências do governo, afirmando que as mulheres devem ter o direito de escolher como se vestir. Roustaee reconhece a luta pelo fim do véu obrigatório, mas acredita que é importante continuar fazendo filmes enquanto isso não acontece. O cineasta Jafar Panahi, também presente em Cannes, comentou que cada artista deve encontrar seu próprio caminho no cinema iraniano, que enfrenta muitos desafios relacionados à liberdade de expressão e criatividade.

O cineasta iraniano Saeed Roustaee apresenta seu novo filme, “Woman and Child”, no Festival de Cannes, após ter enfrentado uma condenação anterior de seis meses de prisão e cinco anos de proibição de trabalhar. O filme, que segue a vida de uma mãe em dificuldades, foi realizado sob as diretrizes do regime iraniano, incluindo a obrigatoriedade do uso do hijab pelas protagonistas.

Roustaee, que retornou a Cannes três anos após a exibição de “Os Irmãos de Leila”, expressou sua determinação em continuar fazendo cinema, mesmo que isso signifique seguir as regras do governo. Ele afirmou à AFP que “o pior para mim é não fazer cinema”. O cineasta enfatizou a importância de que seu trabalho seja visto pelo público iraniano, já que muitos filmes de qualidade são raramente exibidos no país.

Desafios do Cinema no Irã

O novo filme de Roustaee retrata Mahnaz, uma mãe de 40 anos que enfrenta desafios com seu filho mais velho, cujas ações levam a família a uma tragédia. Apesar do sucesso de dramas sociais em festivais internacionais, esses filmes frequentemente não chegam às salas de cinema no Irã, onde comédias dominam a programação. Roustaee destacou que a obtenção de permissões para filmar “Woman and Child” levou mais de seis meses, um processo que se tornou viável após mudanças no governo.

A cineasta Mahshid Zamani, membro da Associação de Cineastas Independentes Iranianos, criticou Roustaee por se submeter às exigências do regime. Ela argumentou que “é um direito fundamental das mulheres vestir o que quiserem” e que a presença do hijab nas telas não deve ser uma condição para a produção cinematográfica.

O Futuro do Cinema Iraniano

Roustaee, por sua vez, reconhece a luta pelo fim do véu obrigatório, mas acredita que, enquanto isso, é necessário continuar produzindo filmes. Ele afirmou que “esse movimento vai ter sucesso, mas é necessário tempo”. O cineasta Jafar Panahi, também presente em Cannes, comentou que não existe uma fórmula única para fazer cinema no Irã, ressaltando que cada artista deve encontrar seu próprio caminho.

A situação do cinema no Irã reflete um contexto mais amplo de desafios sociais e políticos, onde a liberdade de expressão e a criatividade artística frequentemente enfrentam restrições severas.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais