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Debora Bloch fala sobre perda de sono e polêmica frase de Odete Roitman

Debora Bloch expressa insegurança ao interpretar Odete Roitman no remake de "Vale Tudo", destacando a pressão e a relevância da representatividade.

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Debora Bloch foi escolhida para interpretar Odete Roitman no remake de “Vale Tudo”, uma vilã famosa da TV brasileira, que antes era vivida por Beatriz Segall. Em uma entrevista, Debora falou sobre seu medo de não atender às expectativas e como isso a deixou ansiosa durante as gravações. Ela destacou que a nova versão da personagem mantém suas opiniões racistas e problemáticas, como a defesa da pena de morte, mas também traz uma nova dinâmica de representatividade, com duas protagonistas negras e mais atores negros na trama. Debora comentou que, mesmo com uma aliança com uma mulher negra, Odete ainda a subestima. Para encontrar sua própria forma de interpretar a personagem, ela decidiu se afastar da comparação com Beatriz e focar em seu trabalho.

Debora Bloch foi confirmada como a nova Odete Roitman no remake de “Vale Tudo”, uma das vilãs mais memoráveis da televisão brasileira, originalmente interpretada por Beatriz Segall. Em entrevista ao videocast “Conversa vai, conversa vem”, a atriz compartilhou suas inseguranças sobre o papel.

Durante a conversa, Bloch revelou que, apesar de não hesitar ao aceitar o convite, sentiu medo de não atender às expectativas e chegou a perder o sono durante as gravações. A atriz comentou sobre a famosa frase “ela não é tão preta assim”, dita por Odete sobre Maria de Fátima, que ganhou destaque nas redes sociais.

Bloch defendeu que a vilã não foi suavizada na nova versão. Segundo ela, Odete continua a expressar opiniões racistas e problemáticas, como a defesa da pena de morte e comentários depreciativos sobre a população brasileira. A atriz destacou que, embora a personagem tenha um toque de humor, isso não diminui a gravidade de suas falas.

Representatividade na Nova Versão

A nova adaptação traz um avanço significativo em termos de representatividade. Na versão original, havia apenas dois atores negros em papéis subalternos. Agora, a trama conta com duas protagonistas negras e diversos núcleos de atores negros, refletindo uma mudança importante na sociedade brasileira.

Bloch também mencionou que, apesar de Odete ter uma aliança com uma mulher negra, isso não significa que ela a respeite. A atriz enfatizou que a personagem ainda subestima Maria de Fátima, o que complica sua relação.

A atriz, ao longo do processo, enfrentou desafios. Embora tenha experiência, a pressão foi intensa. “Ficar assistindo a Beatriz não estava me ajudando”, afirmou. Para encontrar sua própria interpretação, ela decidiu se afastar da comparação e focar em seu trabalho.

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