O presidente Lula sancionou a lei que cria o Dia Nacional do Brega, comemorado em 14 de fevereiro, data de nascimento do cantor Reginaldo Rossi, um dos maiores nomes do gênero. A lei, proposta na Câmara dos Deputados e relatada pela senadora Augusta Brito, destaca a importância do brega na cultura brasileira. A sanção acontece em meio a discussões sobre a origem do gênero e sua capital. O senador Beto Faro contestou um projeto que dava a Recife o título de Capital Nacional do Brega, defendendo que Belém também tem uma história relevante no desenvolvimento do estilo musical. O relator Humberto Costa ressaltou a importância cultural e econômica do brega, que se destacou como forma de resistência durante a ditadura militar. O brega, que surgiu em Recife e Belém, evoluiu ao longo dos anos e hoje é representado por artistas como Priscila Senna e Michele Mello, além do bregafunk, que faz sucesso com MC Loma e MC Elvis. O carnaval em Pernambuco também celebra o gênero, com eventos como o festival Recife Capital do Brega. Desde a década de 1970, o brega é um elemento central nas festas de aparelhagem em Belém, onde o tecnobrega ganhou reconhecimento internacional, com Gaby Amarantos recebendo um Grammy Latino em 2023. O pesquisador Thiago Soares, da Universidade Federal de Pernambuco, explica que o brega surgiu da Jovem Guarda e critica a disputa entre Recife e Belém sobre qual cidade é a verdadeira capital do gênero, afirmando que ambas têm importância igual.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o Dia Nacional do Brega, celebrado em 14 de fevereiro, data de nascimento do cantor Reginaldo Rossi, ícone do gênero. A proposta, que teve origem na Câmara dos Deputados, foi relatada pela senadora Augusta Brito (PT-CE), que destacou a importância do brega na expressão de sentimentos cotidianos da população brasileira.
A publicação da lei ocorre em meio a debates sobre a origem do brega e sua capital. O senador Beto Faro (PT-PA) apresentou um recurso contra um projeto que concedia a Recife o título de Capital Nacional do Brega, argumentando que Belém também possui uma trajetória significativa no desenvolvimento do gênero. O relator do projeto no Senado, Humberto Costa (PT-PE), enfatizou a relevância cultural e econômica do brega, que se destacou como forma de resistência durante a ditadura militar.
A Influência do Brega
O brega, que tem suas raízes em Recife e Belém, é um gênero que evoluiu ao longo das décadas. Reginaldo Rossi, falecido em 2013, é considerado a grande voz do brega, seguido por artistas como Priscila Senna e Michele Mello. Atualmente, o bregafunk atrai multidões com nomes como MC Loma e MC Elvis. O carnaval pernambucano também dedica espaço ao gênero, com eventos como o festival Recife Capital do Brega.
Desde a década de 1970, o ritmo tem sido um elemento central nas festas de aparelhagem em Belém, onde o tecnobrega ganhou reconhecimento internacional. A cantora Gaby Amarantos foi premiada com o Grammy Latino em 2023, destacando a força do gênero no cenário musical.
A Origem do Gênero
O pesquisador Thiago Soares, da Universidade Federal de Pernambuco, explica que o brega surgiu como uma derivação da Jovem Guarda, representando a música popular nas periferias. Enquanto o gênero se espalhou pelo Brasil, com artistas migrantes, Recife e Belém continuaram a desenvolver suas próprias cenas. Soares critica a disputa sobre qual cidade é a verdadeira capital do brega, afirmando que ambas têm importância igual no movimento.
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