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Claudia Rankine aborda racismo e solidão em ‘Não me deixe só’ com prosa poética

Claudia Rankine lança "Não me deixe só" em português, explorando solidão e racismo em meio à cultura de massas.

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Claudia Rankine, uma autora jamaicana, lançou o livro “Não me deixe só”, que agora está disponível em português. Originalmente publicado em 2004, a obra é uma coletânea de poemas que explora a solidão e a influência da cultura de massas, especialmente após os ataques de 11 de setembro e a guerra ao terror. A narradora frequentemente se vê assistindo televisão, refletindo sobre sua insônia e a presença de remédios em sua vida. O livro é composto por fragmentos do cotidiano, incluindo referências a eventos trágicos como a violência policial contra a população negra nos EUA. Rankine aborda temas como o racismo e a desconexão entre as pessoas, questionando a natureza da solidão em um mundo saturado de informações. “Não me deixe só” se junta a outros títulos da autora já publicados no Brasil, como “Cidadã” e “Só nós”. A tradução é de Maria Cecília Brandi e a editora é a Todavia. O livro tem 184 páginas e custa R$ 96,90.

Claudia Rankine, autora jamaicana, lança livro em português

A editora Todavia lançou a versão em português de “Não me deixe só”, coletânea de poemas de Claudia Rankine, originalmente publicada em dois mil e quatro. A obra reflete sobre solidão e a influência da cultura de massas, especialmente após os atentados de onze de setembro.

Os poemas de Rankine são construídos a partir de fragmentos da vida cotidiana, onde a narradora frequentemente se vê diante da televisão. Ela relata: “À noite vejo televisão para me ajudar a dormir, ou vejo televisão porque não consigo dormir.” Essa relação com a TV é acompanhada por referências a medicamentos e doenças, que permeiam a vida da narradora e de pessoas ao seu redor.

A obra aborda também a violência policial e o racismo nos Estados Unidos. A narradora menciona casos emblemáticos, como o de Abner Louima, que sofreu brutalidade policial, e o assassinato de Amadou Diallo. “Toda a vida é uma forma de espera, mas é a espera da solidão,” reflete a autora, destacando a desconexão entre o indivíduo e o mundo exterior.

“Não me deixe só” se junta a outros títulos de Rankine já publicados no Brasil, como “Cidadã” (dois mil e vinte) e “Só nós” (dois mil e vinte e um). A tradução é de Maria Cecília Brandi e a obra possui cento e oitenta e quatro páginas, com preço sugerido de R$ 96,90.

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