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Coco Fusco expõe sua arte e resistência contra a censura no Macba de Barcelona

Coco Fusco apresenta sua primeira monografia na Espanha, com mais de 100 obras que abordam resistência e crítica política no Museu d’Art Contemporani.

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Coco Fusco, artista e escritora de origem cubana, está inaugurando sua primeira monografia na Espanha, chamada “He aprendido a nadar en seco”, no Museu d’Art Contemporani de Barcelona. A exposição reúne mais de 100 obras que refletem sua crítica à censura e às políticas migratórias, além de explorar temas como identidade e resistência. Fusco comentou sobre a falta de reação da cultura americana às políticas de Trump, destacando que muitos artistas acreditam que a censura não os afetará. Ela compartilhou sua própria história de vida, marcada pela repressão, e como isso influenciou sua arte. A mostra, que ficará em exibição até 11 de janeiro, inclui obras que abordam a dissidência ao longo das décadas e a relação da artista com Cuba, onde ela buscou entender a realidade além do discurso oficial da Revolução. Fusco também atua como voluntária ajudando migrantes que buscam asilo nos Estados Unidos, destacando a importância de compreender as dificuldades enfrentadas por essas pessoas.

Coco Fusco, artista e escritora de ascendência cubana, inaugura sua primeira monografia na Espanha, intitulada “He aprendido a nadar en seco”, no Museu d’Art Contemporani de Barcelona (Macba). A exposição, que ocorre a partir de 23 de maio e vai até 11 de janeiro, reúne mais de 100 obras que abordam temas como resistência e crítica política.

Fusco, que possui uma carreira de trinta anos, destaca a falta de reação da cultura americana diante das políticas repressivas. Ela afirma que muitos artistas acreditam que a censura não os afetará. “Quando chega um sistema autoritário, sempre se pensa que isso não acontecerá com você”, diz. A artista enfatiza que a segurança no mundo da arte é ilusória, citando que “dinheiro não protege” em tempos de repressão.

A mostra, com curadoria de Elvira Dyangani Ose, explora a interseção entre antropologia, desobediência ativa e denúncia política. A obra de Fusco é um altavoz de denúncia contra a censura, a degradação dos valores democráticos e as políticas migratórias. Dyangani Ose ressalta que a pesquisa de Fusco sobre identidade e comunidade é essencial para entender não apenas Cuba, mas também o presente.

Fusco compartilha sua experiência pessoal com a repressão, destacando a história de sua mãe, que deixou Cuba após a Revolução. A artista também atuou como intérprete para migrantes em Nova York, onde se voluntaria em albergues. “O medo ao migrante é instrumentalizado”, afirma, evidenciando a importância de sua atuação em defesa dos direitos humanos.

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