Sebastião Salgado, famoso fotógrafo e ativista, faleceu aos 81 anos, uma semana antes da abertura da exposição “Trabalhadores” no Rio de Janeiro. A mostra, que começa no dia 30 de setembro na Casa Firjan, apresenta 149 fotografias que mostram diferentes profissões e suas condições ao longo do tempo. Com curadoria de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, a exposição destaca o olhar sensível de Salgado sobre o trabalho manual, incluindo imagens de garimpeiros, pescadores e operários. Ele queria homenagear o trabalho que sempre valorizou. A exposição também provoca reflexões sobre o futuro do trabalho, já que muitas das profissões mostradas estão desaparecendo. Salgado deixou um legado de mais de 50 anos de trabalho e sua última exposição, “Amazônia”, atraiu 500 mil visitantes. A nova mostra promete conectar o público com suas obras impactantes.
O fotógrafo Sebastião Salgado faleceu nesta sexta-feira (23), aos 81 anos, uma semana antes da abertura da exposição “Trabalhadores”, que ocorrerá no Rio de Janeiro. A mostra, que será inaugurada na próxima sexta-feira (30), na Casa Firjan, em Botafogo, apresenta 149 fotografias que retratam diversas profissões e suas condições ao longo do tempo.
Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, esposa do fotógrafo, a exposição destaca o olhar sensível de Salgado sobre o trabalho manual. As imagens, capturadas entre 1986 e 1992, incluem registros de garimpeiros na Serra Pelada, pescadores de atum na Sicília, construtores de barragens na Índia e operários combatendo incêndios em poços de petróleo no Kuwait. O fotógrafo afirmou que sua intenção era prestar homenagem ao trabalho que sempre esteve em seu coração, refletindo seu ativismo político.
Reflexão sobre o Trabalho
A exposição “Trabalhadores” ficará em cartaz até setembro e busca provocar uma reflexão sobre o futuro do trabalho, uma vez que muitas das profissões retratadas por Salgado estão em extinção. O fotógrafo sempre colocou os retratados como protagonistas, levantando questões sobre as condições de trabalho no passado, presente e futuro, além da construção social e histórica dos ofícios manuais.
Salgado, ícone da fotografia mundial, deixa um legado de mais de 50 anos de trabalho e ativismo. Sua última exposição, “Amazônia”, realizada no Museu do Amanhã, atraiu cerca de 500 mil visitantes e destacou a diversidade cultural de 12 etnias indígenas na Amazônia. A nova mostra promete reviver a essência de seu trabalho, permitindo que admiradores se reconectem com suas obras impactantes.
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