A novela “Vale Tudo” foi reimaginada por Manoela Dias e agora fala sobre pensão alimentícia e a responsabilidade dos pais separados. A história mostra Lucimar, que precisa da ajuda de Vasco para cuidar do filho. A desembargadora Andréa Pachá, do Tribunal de Justiça do Rio, elogiou a forma como a novela trata a obrigação dos pais de sustentar os filhos. Ela comentou que a mãe que não busca o pai está abrindo mão do direito da criança. Pachá também falou sobre a desigualdade nas responsabilidades entre homens e mulheres, onde as mães costumam arcar sozinhas com os custos. Ela contou que, em uma audiência, um pai disse que não queria ter filhos, e ela respondeu que, se ele não queria essa responsabilidade, deveria ter se prevenido. A nova versão da novela traz reflexões importantes sobre a dinâmica familiar e as obrigações dos pais.
A novela “Vale Tudo”, um marco da teledramaturgia brasileira, foi reimaginada por Manoela Dias, abordando a questão da pensão alimentícia e a responsabilidade dos pais separados. A trama destaca a luta de Lucimar, interpretada por Ingrid Gaigher, que busca a ajuda financeira de Vasco (Thiago Martins) para sustentar seu filho.
Andréa Pachá, desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, elogiou a forma como a novela aborda a obrigação dos pais em sustentar os filhos. Com 15 anos de experiência em Varas de Família, Pachá ressaltou que o tema foi tratado de maneira digna e que a mãe, ao não buscar o pai, abre mão de um direito da criança.
A desembargadora também destacou a desigualdade nas responsabilidades parentais. Para ela, a sociedade impõe obrigações diferentes a homens e mulheres, onde é comum que a mãe arque com os custos da criação, enquanto a contribuição do pai é vista como uma exceção.
Pachá compartilhou uma experiência de audiência, onde um pai reclamou que não desejava ter filhos. Ela argumentou que, se ele não queria essa responsabilidade, deveria ter tomado precauções. “Se assume a responsabilidade pelo nascimento, tem que bancar a vida da criança”, afirmou. A nova versão de “Vale Tudo” provoca reflexões importantes sobre a dinâmica familiar e as obrigações parentais.
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