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Bi Gan explora a arte do cinema em Resurrection, mas falha em conectar suas histórias

Bi Gan explora um mundo onde sonhar é proibido em "Resurrection", mas a conexão entre suas histórias deixa a desejar.

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“Resurrection” é o novo filme do diretor chinês Bi Gan, conhecido por suas inovações no cinema. A história gira em torno de uma mulher chamada Miss Shu, que vive em um mundo onde sonhar é proibido. Aqueles que sonham se tornam monstros chamados Fantasmes. Shu caça um desses monstros e, ao derrotá-lo, decide cuidar dele, usando a arte do cinema para se comunicar. O filme é dividido em quatro histórias diferentes, todas com o mesmo ator, Jackson Yee, mas não há conexões claras entre elas. Embora o filme tenha visuais impressionantes, ele falha em contar uma história coesa, deixando o público confuso. O último segmento, filmado em um plano-sequência, é o mais impactante, mas ainda assim não consegue dar profundidade aos personagens. No geral, “Resurrection” é uma experiência que exige muito do espectador, mas não entrega uma mensagem clara ou envolvente.

“Resurrection” é o novo filme do diretor chinês Bi Gan, conhecido por suas inovações cinematográficas. O longa, lançado em 2025, apresenta uma narrativa complexa sobre uma mulher que caça monstros em um mundo onde sonhar é proibido.

A trama gira em torno de Miss Shu, interpretada por Shu Qi, que vive em uma realidade alternativa onde a imortalidade é alcançada ao evitar os sonhos. Aqueles que não conseguem resistir ao mundo dos devaneios se tornam monstros chamados Fantasmes. O filme se inicia de forma inusitada, com elementos de cinema mudo, utilizando cartões de texto e música para estabelecer o cenário.

“Resurrection” é dividido em quatro histórias distintas, cada uma com seu próprio estilo e época, mas falha em conectar seus temas e personagens de maneira significativa. As narrativas incluem um suspense de espionagem, uma reflexão sobre o budismo, um drama familiar e uma luta contra vampiros na virada do milênio. Apesar de Jackson Yee interpretar o protagonista em todas as histórias, as conexões entre elas permanecem obscuras.

O filme apresenta um plano-sequência impressionante, especialmente na última história, que se destaca pela sua estética vibrante. No entanto, a falta de desenvolvimento dos personagens e a dificuldade em transmitir uma mensagem clara tornam a experiência decepcionante. Bi Gan parece priorizar a experimentação visual em detrimento da narrativa, resultando em um filme que, embora visualmente hipnotizante, não consegue comunicar suas intenções de forma eficaz.

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