Graciela Iturbide, uma famosa fotógrafa mexicana, foi recentemente premiada com o Prêmio Princesa de Asturias de Artes, algo que a deixou muito emocionada. Ela cresceu em uma família católica e, após estudar cinema, se tornou assistente de Manuel Álvarez Bravo, um importante fotógrafo mexicano. Iturbide se destacou por suas fotos de comunidades indígenas, especialmente em Juchitán, onde passou seis anos documentando a vida local. Em uma entrevista, ela falou sobre sua relação com a fotografia, a morte e a cultura mexicana, mencionando que perdeu uma filha e que isso influenciou seu trabalho. Iturbide também expressou sua visão crítica sobre a colonização e a violência no México, além de compartilhar que sua fotografia busca capturar a vida e os rituais do povo mexicano. Ela se considera uma artista que retrata a realidade, não o surrealismo, e acredita que todos têm uma necessidade de misticismo e rituais em suas vidas.
Graciela Iturbide, renomada fotógrafa mexicana, foi agraciada com o Prêmio Princesa de Asturias de Artes, um reconhecimento inédito em sua carreira. A artista, que tem se dedicado a retratar comunidades indígenas e a cultura mexicana, expressou sua surpresa e emoção ao receber a notícia.
Durante uma entrevista, Iturbide, de oitenta e três anos, refletiu sobre sua trajetória. Nascida em uma família católica no Distrito Federal, ela inicialmente sonhou em ser escritora e antropóloga, mas acabou se formando em cinema. Seu encontro com o fotógrafo Manuel Álvarez Bravo, seu mentor, foi crucial para sua carreira. Ela destacou: “Mais que um mestre da fotografia, ele foi um mestre da vida”.
Trajetória e Influências
Iturbide se destacou por seu trabalho em Juchitán, Oaxaca, onde passou seis anos documentando a vida das mulheres da comunidade. Essa experiência resultou no livro *Juchitán de las mujeres*, publicado em mil novecentos e oitenta e nove. A fotógrafa também teve a oportunidade de trabalhar com grandes nomes da fotografia, como Henri Cartier-Bresson, e recebeu diversos prêmios ao longo de sua carreira.
A artista comentou sobre a importância de seu prêmio, afirmando que é um reconhecimento para a fotografia no México. Ela também mencionou sua conexão com a cultura espanhola, ressaltando suas raízes bascas e aragonesas. “Sou mexicana, amo meu país, mas tenho sangue espanhol”, disse.
Reflexões sobre a Fotografia
Iturbide compartilhou suas reflexões sobre a morte e a vida, revelando que a perda de sua filha a levou a fotografar crianças que faleceram antes de completar três anos. “Era parte de minha terapia”, explicou. Ela também falou sobre sua abordagem antropológica na fotografia, afirmando que busca capturar a vida e os rituais do seu país.
A fotógrafa criticou a etiquetagem de sua obra como surrealismo ou realismo mágico, afirmando que sua fotografia é simplesmente a vida. “Fotografar povos indígenas não é realismo mágico, é a vida”, enfatizou.
Iturbide continua a explorar sua paixão pela fotografia, com um foco recente em vulcões e mitologia. Sua obra permanece um testemunho da rica cultura mexicana e das tradições que ela documenta com sensibilidade e respeito.
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