A nova versão da novela “Vale tudo”, criada por Manoela Dias, gerou discussões sobre a responsabilidade financeira dos pais separados em relação aos filhos. A personagem Lucimar, interpretada por Ingrid Gaigher, luta para garantir que Vasco, seu ex-parceiro, contribua com a pensão do filho. A desembargadora Andréa Pachá, do Tribunal de Justiça do Rio, elogiou a forma como a novela aborda o tema, destacando que a obrigação de sustentar os filhos deve ser compartilhada entre os pais. Ela criticou a desigualdade nas expectativas sociais, onde se espera que as mães cuidem sozinhas dos filhos, enquanto a contribuição dos pais é vista como algo opcional. Pachá também lembrou de um caso em que um pai reclamou de ter um filho, sugerindo que, se ele não queria ser pai, deveria ter tomado precauções. Para ela, quem assume a paternidade deve arcar com as responsabilidades.
A novela “Vale tudo”, reimaginada por Manoela Dias, gerou discussões sobre a responsabilidade financeira de pais separados em relação às pensões alimentícias. A trama destaca a luta da personagem Lucimar, interpretada por Ingrid Gaigher, para exigir ajuda financeira de Vasco, seu ex-parceiro.
A desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Andréa Pachá, elogiou a abordagem da novela. Ela ressaltou a importância de discutir a desigualdade nas obrigações parentais. “O assunto foi tratado de uma maneira muito decente. Trata-se de um direito do filho”, afirmou.
Pachá, com vasta experiência em Varas de Família, criticou a percepção social que atribui diferentes responsabilidades financeiras a homens e mulheres. “É como se, para a mulher, fosse natural bancar a existência do filho, enquanto, para o pai, essa questão fosse uma ‘obrigação excepcional’”, explicou.
A desembargadora também compartilhou uma experiência de audiência, onde um pai reclamou de ter um filho. “Se ele não queria ter filho, que fizesse uma vasectomia ou usasse camisinha. Se assume a responsabilidade pelo nascimento, tem que bancar a vida da criança”, concluiu. A novela, portanto, não apenas entretém, mas também provoca reflexões sobre a realidade das famílias brasileiras.
Entre na conversa da comunidade