O filme “Animale”, da diretora Emma Benestan, mostra a vida de Nejma, uma jovem que quer se tornar toureira na França, um campo dominado por homens. A história se passa em uma fazenda onde touros são criados para a tauromaquia, uma prática que, embora criticada, ainda atrai muitos fãs e turistas. Nejma, filha de um toureiro falecido, enfrenta desafios como machismo e abuso enquanto tenta encontrar seu lugar nesse mundo violento e masculino. O filme retrata a luta feminina em um ambiente tradicional e inclui personagens que representam diferentes perspectivas, como um jovem gay. A narrativa mistura elementos de crítica social, ecofeminismo e um toque de fantasia, com uma filmagem intensa que destaca a força dos touros e a busca de poder da protagonista. A atuação de Oulaya Amamra é um dos pontos altos do filme, que, apesar de demorar a se desenvolver, se torna mais envolvente ao longo da trama.
O filme “Animale”, da diretora Emma Benestan, aborda a tauromaquia na França, uma prática controversa que envolve questões de masculinidade e tradição. A trama segue Nejma, filha de um toureiro falecido, que busca seu espaço em um ambiente dominado por homens.
A narrativa se desenrola em uma fazenda onde touros negros são criados, simbolizando a força masculina. A prática da tauromaquia, embora criticada, ainda atrai adeptos na França, onde uma modalidade evita a morte do animal. Os fãs consideram essa atividade uma arte, que movimenta a economia local e atrai turistas.
Nejma, interpretada por Oulaya Amamra, deseja se tornar toureira, desafiando as normas de um ambiente que historicamente exclui mulheres. O filme retrata a tensão entre o machismo e a presença feminina, além de incluir um personagem gay, filho do proprietário da fazenda. Esses elementos refletem uma crítica ao machismo tóxico e ao abuso, alinhando-se com movimentos contemporâneos como o #MeToo.
A direção de Benestan utiliza um estilo de filmagem intenso, que complementa a atmosfera bruta da tauromaquia. A obra, que mistura drama e elementos de fantasia, explora a transfiguração entre humanos e animais, culminando em um grito primal que expressa a indignação da protagonista.
“Animale” se destaca pela atuação de Oulaya Amamra e pela forma como aborda temas relevantes da contemporaneidade, como a luta pela igualdade de gênero em contextos rurais.
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