A escritora Conceição Evaristo teve dois de seus livros, “Olhos d’água” e “Ponciá Vicêncio”, listados entre os 25 Melhores Livros Brasileiros do Século 21, ocupando a 8ª e 11ª posições, respectivamente. Ela destacou a importância das editoras independentes, como a Pallas, que ajudam a dar voz a autores negros. Evaristo expressou sua felicidade com a distinção, ressaltando que seus livros trazem a perspectiva de mulheres negras e provocam reflexões nos leitores. Mariana Warth, da Pallas Editora, também se mostrou orgulhosa pelo reconhecimento de Evaristo, que é uma autora importante para a literatura brasileira. A Pallas, que completará 50 anos em 2025, sempre focou em temas relacionados à cultura negra e enfrentou desafios no mercado editorial. Mariana lembrou que a editora foi pioneira na publicação de autores negros e que a demanda por esse tipo de literatura cresceu com a Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino de cultura africana e indígena nas escolas. O catálogo da Pallas inclui autores de vários países e tem se expandido ao longo dos anos, contribuindo para a valorização da literatura afro-brasileira.
Com duas obras entre os 25 Melhores Livros Brasileiros do Século 21, a escritora Conceição Evaristo destaca a relevância das editoras independentes na promoção da literatura negra. Os livros “Olhos d’água” e “Ponciá Vicêncio” ocupam, respectivamente, a 8ª e 11ª posições na lista da Folha, ambos publicados pela Pallas Editora.
Evaristo expressou sua felicidade com a distinção, afirmando que isso traz uma responsabilidade. Ela ressaltou que seus livros são escritos a partir da perspectiva de uma mulher negra e que sua inclusão na lista demonstra o valor do conhecimento e da sabedoria presentes em suas obras. A escritora acredita que seus textos provocam reflexões nos leitores, levando-os a entender o mundo de forma diferente.
Importância das Editoras Independentes
A Pallas Editora, que completa 50 anos em 2025, tem um histórico de apoio a temáticas negras. Mariana Warth, sócia da editora, afirmou que é um orgulho ter Evaristo reconhecida em uma lista tão importante. Ela destacou que a qualidade da literatura da autora e o trabalho da editora foram fundamentais para a disseminação de suas obras no Brasil.
Mariana também lembrou que a Pallas não é uma editora de grande porte e sempre se dedicou a publicar autores que abordam a cultura afro-brasileira. O catálogo da editora inclui obras de autores de diversos países, refletindo a diversidade da literatura afrodiaspórica.
Desafios e Conquistas
A trajetória da Pallas não foi fácil. Mariana recordou a resistência do mercado livreiro em aceitar suas publicações. No entanto, a situação começou a mudar com a Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino de cultura africana e indígena nas escolas. Isso ampliou a demanda por obras que abordam essas temáticas, tornando-as mais acessíveis.
A editora foi pioneira na publicação de autores negros e na promoção da cultura afro-brasileira. Mariana destacou que o trabalho da Pallas ajudou a formar muitas pessoas e que hoje há uma maior presença de expressões de autores afrodescendentes no mercado literário.
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