Fernanda Montenegro participa da série documental “1961”, que estreia no Canal Brasil e Globoplay em 5 de junho. A série, dirigida por Amir Labaki, fala sobre a crise política que aconteceu após a renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961. Com três episódios, a produção traz entrevistas e arquivos inéditos, mostrando como foi evitado um golpe contra a posse de João Goulart na presidência. No primeiro episódio, Montenegro recorda sua atuação na peça “Beijo no asfalto”, escrita por Nelson Rodrigues, que estreou no mesmo ano e gerou polêmica. A atriz lembra que a peça foi vista como comunista por alguns, refletindo o clima de tensão da época. A série promete destacar os desafios enfrentados e a importância da arte como forma de resistência e reflexão social.
Fernanda Montenegro participa da série documental “1961”, que estreia no Canal Brasil e Globoplay no dia 5 de junho. A produção, dirigida por Amir Labaki, revisita a crise política que se seguiu à renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961.
Os três episódios da série trazem entrevistas e arquivos inéditos, explorando como foi evitado um golpe contra a posse de João Goulart (Jango) na presidência. No primeiro episódio, Montenegro relembra sua atuação na peça “Beijo no asfalto”, escrita por Nelson Rodrigues, que estreou no mesmo ano. A peça, que gerou polêmica ao retratar um beijo entre personagens, foi um marco cultural da época.
“Nós estávamos vivendo do grande teatro e o Carlos Lacerda foi nos assistir. Ele saiu de lá dizendo: ‘isso aqui é coisa de comunista’,” recorda a atriz. O sucesso da peça contrastou com o clima de tensão política que se instalava no Brasil. A renúncia de Jânio Quadros, após apenas sete meses de mandato, desencadeou um período de caos, com prisões e protestos.
Montenegro destaca que a reação à peça foi mais moral do que política, refletindo a atmosfera de repressão que se aproximava. A série “1961” promete trazer à tona não apenas os desafios enfrentados na época, mas também a importância da arte como forma de resistência e reflexão social.
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