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Fotógrafa revela conexões entre cicatrizes da Armênia e suas feridas pessoais

Fotógrafa lança livro que revela a conexão pessoal com a Armênia e suas cicatrizes, em meio a conflitos e solidão. Lançamento em São Paulo.

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A fotógrafa brasileira Cassiana Der Haroutiounian lançou o livro “Uma Ilha Chamada Armênia”, que fala sobre sua ligação pessoal com a Armênia e suas experiências durante os conflitos recentes, incluindo a fuga de armênios em 2023. A Armênia, que tem uma história de tragédias como o genocídio armênio e conflitos com o Azerbaijão, é mostrada nas 17 visitas de Der Haroutiounian ao país. Suas fotos mostram os danos da guerra, como paredes destruídas e edifícios com marcas de balas. A fotógrafa, que é descendente de armênios que escaparam do genocídio, sentiu uma forte conexão com suas raízes na primeira visita em 2010, o que se tornou um processo de cura para ela. O título do livro reflete o isolamento da Armênia, um país sem acesso ao mar, cercado por montanhas, e as imagens de lugares abandonados transmitem a solidão que ela sentiu ao viver lá em 2014. Em 2021, ela voltou para cobrir o conflito em Nagorno-Karabakh e viu a dor da guerra. Em 2023, a retomada do território pelo Azerbaijão levou cerca de 100 mil armênios a fugirem. O lançamento do livro será na quinta-feira, 29, às 19h, na Livraria da Travessa em São Paulo, com preço de R$ 209. A obra, publicada pela Editora Tabla, busca mostrar a história e as emoções de um povo que viveu muitas dificuldades.

A fotógrafa brasileira Cassiana Der Haroutiounian lançou o livro “Uma Ilha Chamada Armênia”, que explora sua conexão pessoal com a Armênia e suas experiências durante os conflitos recentes, incluindo a fuga de armênios em 2023. O país, marcado por tragédias como o genocídio armênio e conflitos com o Azerbaijão, é retratado por Der Haroutiounian através de suas 17 visitas ao território.

As imagens do livro capturam cicatrizes deixadas pela guerra, com fotografias de paredes danificadas e fachadas crivadas por balas. A Armênia, localizada nas montanhas do Cáucaso, viveu um histórico de conflitos desde o final dos anos 1980, especialmente em relação à região de Nagorno-Karabakh, onde a maioria étnica armênia declarou independência. “A Armênia para mim está em carne viva”, afirma a fotógrafa, que busca contar suas próprias guerras internas.

Der Haroutiounian, descendente de armênios que fugiram do genocídio perpetrado pelo Império Otomano, encontrou uma conexão profunda com suas raízes durante sua primeira visita em 2010. “Parecia que a minha coluna vertebral tinha se consolidado”, diz. Essa relação se transformou em um processo terapêutico, onde a fotógrafa busca o silêncio de lugares inóspitos como forma de meditação.

Isolamento e Solidão

O título do livro reflete a sensação de isolamento da Armênia, um país sem acesso ao mar, mas cercado por montanhas. As imagens de imóveis abandonados e ruínas evocam um sentimento de solidão que a fotógrafa vivenciou ao morar no país em 2014. Em 2021, Der Haroutiounian voltou à região para cobrir o conflito em Nagorno-Karabakh, onde presenciou a dor da guerra e as histórias de homens que nunca retornaram.

Em 2023, a reconquista do território pelo Azerbaijão resultou na fuga de cerca de 100 mil armênios. “Assim como eu, o país carrega cicatrizes”, reflete a fotógrafa. O lançamento do livro ocorrerá na quinta-feira, 29, às 19h, na Livraria da Travessa, em São Paulo, com preço de R$ 209. A obra é publicada pela Editora Tabla e promete trazer à tona a complexa história e as emoções de um povo marcado pela dor e pela resistência.

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