Jackie Amézquita é uma artista que trabalha com temas de migração e colonialismo. Recentemente, ela criou uma nova série de tijolos feitos de solo e massa de milho, misturando materiais como carvão e pó de flores. Essa série culminou na instalação “El suelo que nos alimenta”, apresentada na bienal Made in L.A. 2023. Amézquita começou a usar solo em suas obras após uma caminhada de Tijuana a Los Angeles, onde coletou amostras de terra. Ela se inspira na mitologia do Popol Vuh, que fala sobre a criação dos primeiros humanos a partir do milho. Para fazer os tijolos, ela os congela e depois os assa, comparando o processo ao de cozinhar tortillas. A instalação inclui 144 tijolos feitos com solo de diferentes bairros de Los Angeles, cada um com desenhos que representam as comunidades locais. A artista também reflete sobre a história de sua família, que migrou de Guatemala e México, e usa carvão e cinzas em seu trabalho como símbolo de regeneração após a destruição.
Jackie Amézquita, artista que aborda temas de migração e colonialismo, apresenta sua nova instalação “El suelo que nos alimenta” na bienal Made in L.A. 2023. A obra é composta por tijolos feitos de solo e masa de maíz, incorporando materiais como carvão e pó de flores.
Amézquita desenvolveu esses tijolos após uma experiência marcante, onde caminhou de Tijuana a Los Angeles, coletando solo ao longo do percurso. Ela questiona: “Se a Terra pudesse falar, o que diria?” A artista utiliza a mitologia do Popol Vuh, que narra a criação dos primeiros humanos a partir do milho, como referência em seu trabalho.
A instalação, com 144 tijolos feitos com solo de diferentes bairros de Los Angeles, é uma reflexão sobre a história da migração. Amézquita, que se mudou para Los Angeles em dois mil e três, destaca a resiliência de sua família, que enfrentou desafios durante suas migrações. “Como podemos reconstruir as histórias que foram apagadas?”, questiona.
Além disso, a artista introduziu carvão e cinzas em suas obras, especialmente após os incêndios florestais que afetaram a região. “Estamos ainda de pé. Podemos criar algo a partir do que foi destruído,” afirma. A instalação não apenas representa a luta de sua família, mas também simboliza a regeneração e a continuidade das histórias de migração.
Entre na conversa da comunidade