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Jafar Panahi é recebido com aplausos em Teerã após vencer a Palma de Ouro em Cannes

Jafar Panahi é recebido com aplausos em Teerã após vencer a Palma de Ouro em Cannes, gerando crise diplomática entre Irã e França.

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Jafar Panahi, um cineasta iraniano que critica o governo do Irã, foi recebido com aplausos ao voltar a Teerã após ganhar a Palma de Ouro no Festival de Cannes por seu filme “Um Simples Acidente”. Ele foi a Cannes pela primeira vez em 15 anos, já que não podia viajar devido a uma proibição. O filme aborda a tortura em prisões iranianas e gerou tensões diplomáticas entre o Irã e a França, após o ministro francês elogiar a vitória de Panahi como um ato de resistência. Ao chegar ao aeroporto, Panahi foi saudado por apoiadores que gritavam “Mulher, Vida, Liberdade”, um lema de protesto no Irã. Apesar do apoio popular, a mídia estatal iraniana fez uma cobertura limitada sobre sua vitória e o governo protestou contra os comentários da França, chamando-os de ofensivos. Panahi, que já foi preso várias vezes por suas opiniões, afirmou que sua vitória é um sinal de esperança para a liberdade no Irã.

Jafar Panahi, cineasta iraniano dissidente, foi aclamado em seu retorno a Teerã após vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes por seu filme “Um Simples Acidente”. A vitória, ocorrida no último sábado, gerou uma crise diplomática entre Irã e França.

Panahi, de sessenta e quatro anos, chegou ao aeroporto internacional de Teerã na manhã de segunda-feira, dia 26 de maio, e foi recebido com aplausos e gritos de apoio. O filme, que critica o regime iraniano, retrata a tortura em prisões e a luta de cinco iranianos contra um torturador. “O mais importante agora é nosso país e a liberdade de nosso país,” declarou Panahi em seu discurso de aceitação.

A vitória de Panahi provocou reações intensas. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, descreveu o prêmio como “um gesto de resistência contra a opressão do regime iraniano.” Em resposta, o Irã convocou o encarregado de negócios francês em Teerã para protestar contra os comentários, considerados “ofensivos e infundados.”

Durante sua chegada, Panahi foi saudado por apoiadores que entoaram o lema “Mulher, Vida, Liberdade,” símbolo dos protestos que eclodiram no Irã após a morte de Mahsa Amini em 2022. O cineasta, que não comparecia a Cannes há quinze anos devido a uma proibição de viagem, expressou sua determinação em continuar a filmar, mesmo sob repressão.

A recepção calorosa de Panahi contrasta com a cobertura escassa de sua vitória pela mídia estatal iraniana. O cineasta, que já enfrentou prisões por sua arte, reafirmou seu compromisso com a liberdade de expressão e a luta contra a opressão em seu país.

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