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Pondé critica obra de Harari e revela livros de sua biblioteca pessoal

Luiz Felipe Pondé revela suas influências literárias, destacando a literatura russa e críticas a autores contemporâneos, como Yuval Noah Harari.

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Luiz Felipe Pondé, filósofo e escritor brasileiro, falou sobre seus gostos literários em uma entrevista. Ele adora a literatura russa e autores brasileiros como Machado de Assis e Nelson Rodrigues, mas critica obras contemporâneas, como as de Yuval Noah Harari. Pondé tem uma grande coleção de livros em sua biblioteca em São Paulo, onde a desordem é comum, pois ele prioriza a produção em vez da organização. Ele se inspira muito em Freud e leu recentemente um livro sobre o psicanalista. Entre suas obras favoritas estão *Crime e Castigo* e *Sonho do Homem Ridículo* de Dostoievski, e ele possui objetos que representam a cultura russa. Sobre a literatura brasileira, considera Rodrigues um gênio por sua análise da natureza humana. Embora reconheça o sucesso de Harari, ele acha seu livro *21 Lições Para o Século 21* superficial, mas elogia *Sapiens: Uma Breve História da Humanidade*. A mais nova obra de Pondé, *Felicidade: Modos de Usar*, coautoria com Mario Sergio Cortella e Leandro Karnal, é um dos livros mais vendidos do Brasil, mostrando seu gosto por leituras profundas e reflexivas.

Luiz Felipe Pondé, filósofo e escritor brasileiro, compartilhou suas preferências literárias em uma recente entrevista. Ele expressou sua paixão pela literatura russa e por autores brasileiros como Machado de Assis e Nelson Rodrigues, enquanto criticou obras contemporâneas, como as de Yuval Noah Harari.

Em sua biblioteca na zona oeste de São Paulo, Pondé tem uma vasta coleção de livros, que ocupam todo o espaço. Ele explica que a desordem é resultado de um ambiente de trabalho que prioriza a produção. “Se eu quero achar um livro, sento aqui no chão, procuro”, diz o filósofo, que não se preocupa com a organização perfeita.

Pondé destaca a influência de Sigmund Freud em sua formação. Recentemente, leu *Freud: The Mind of the Moralist*, de Philip Rieff, e possui biografias de Freud escritas por Elisabeth Roudinesco e Peter Gay. Sua trajetória acadêmica inclui cinco anos de medicina, que o levaram à psicanálise e, posteriormente, à filosofia.

Literatura Russa e Brasileira

O filósofo é um admirador declarado de Dostoievski, mencionando *Crime e Castigo* e *Sonho do Homem Ridículo* como obras marcantes. Ele também possui a biografia de Dostoievski escrita por Joseph Frank. Em sua biblioteca, objetos que remetem à Rússia, como um busto de Stalin e uma matrioska de Vladimir Putin, refletem seu interesse pela cultura russa.

Pondé também valoriza a literatura brasileira, citando Machado de Assis e Nelson Rodrigues como suas principais influências. Ele considera Rodrigues um gênio na análise da natureza humana, destacando a profundidade de suas observações sobre o desejo. “A forma como ele percebia sutilezas é impressionante”, afirma Pondé.

Críticas a Autores Contemporâneos

Embora reconheça o sucesso de Harari, Pondé critica seu livro *21 Lições Para o Século 21*, considerando-o superficial. “Parece um livro de aeroporto”, diz. No entanto, ele elogia *Sapiens: Uma Breve História da Humanidade*, destacando suas contribuições sobre a pré-história, mas sugere que poderia ser mais conciso.

A mais recente obra de Pondé, *Felicidade: Modos de Usar*, coautoria com Mario Sergio Cortella e Leandro Karnal, se tornou um dos livros mais vendidos do Brasil. A diversidade de suas leituras e a crítica à literatura contemporânea revelam um pensador que valoriza a profundidade e a reflexão.

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