Sara Torres e Erika Lust se encontraram pela primeira vez em Barcelona para discutir o desejo, suas experiências com o pornô ético e a influência da cultura patriarcal na percepção do desejo feminino. Sara, poeta e novelista, explora o desejo e o corpo com uma abordagem feminista, enquanto Erika é uma diretora de cinema pornô independente que promove uma visão feminista e diversificada da sexualidade. Durante a conversa, elas falam sobre a representação do sexo lésbico, a busca por novas narrativas sobre prazer e a relação entre desejo e culpa, especialmente entre mulheres. Ambas concordam que o desejo é uma força poderosa que deve ser livre de normas e que a fantasia pode ser um espaço político. Elas também discutem suas experiências pessoais com o pornô, destacando a necessidade de representações éticas e sensíveis. A conversa aborda a dificuldade de equilibrar a vida pessoal e profissional, especialmente em uma indústria que muitas vezes prioriza o lucro em detrimento da ética. Sara e Erika refletem sobre a vergonha e a culpa que muitas mulheres sentem em relação ao desejo, enfatizando a importância de criar espaços onde o desejo feminino possa ser explorado sem julgamentos. Elas também falam sobre a superficialidade das aplicações de namoro, que podem criar ilusões de conexão, e a necessidade de um vínculo mais profundo e autêntico. Por fim, elas ressaltam que o desejo é um movimento constante e que é importante aceitar sua natureza mutável, permitindo-se sentir e explorar sem culpa.
Sara Torres e Erika Lust se encontraram pela primeira vez em Barcelona para discutir o desejo feminino e suas experiências com o pornô ético. A conversa, promovida pela editora Continta Me Tienes, abordou como a cultura patriarcal molda a percepção do desejo e a busca por novas narrativas sobre sexualidade.
Sara, poeta e novelista, é conhecida por seu trabalho que une crítica feminista e estudos queer. Erika, diretora de cinema pornô independente, é uma referência no movimento de pornô ético, promovendo a diversidade do desejo e o prazer feminino. Ambas compartilham a visão de que o desejo é uma força transformadora que deve ser explorada livremente.
Durante a conversa, Erika destacou que a fantasia é um espaço político, permitindo a exploração de desejos fora dos padrões normativos. Para Sara, o desejo é uma potência que deve ser libertada das amarras da educação heteronormativa e do capitalismo, que frequentemente o moldam para fins alheios.
Elas também discutiram a relação complexa que têm com o pornô. Sara mencionou que sua primeira experiência com imagens pornográficas foi involuntária e marcada pela dominação masculina. Erika, por sua vez, ressaltou que a pornografia tradicional não a representava, levando-a a criar conteúdo que valoriza a conexão emocional e a diversidade de corpos.
A conversa também abordou a dificuldade de lidar com a vergonha e a culpa associadas ao desejo feminino. Ambas concordaram que a norma patriarcal ensina as mulheres a desconfiar de seus próprios desejos, limitando sua expressão. O livro resultante dessa troca busca oferecer novas narrativas que celebrem o desejo feminino em sua pluralidade.
Por fim, discutiram o impacto das aplicações de namoro na forma como as pessoas se conectam. Sara alertou que essas plataformas podem criar uma ilusão de abundância, enquanto Erika enfatizou a importância de usar esses espaços com consciência, buscando conexões reais em vez de relações superficiais.
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