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Ben Lerner revela por que muitos consideram a poesia morta em novo livro

Ben Lerner lança "O Ódio pela Poesia" no Brasil, defendendo a poesia como resistência e espaço de falha criativa em tempos de desigualdade.

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Ben Lerner, um escritor e poeta americano, lançou seu novo ensaio “O Ódio pela Poesia” no Brasil. Neste livro, ele discute a ideia de que a poesia está morta, algo que ele considera um pensamento simplista. Em uma entrevista, Lerner afirma que as pessoas que dizem odiar poesia, na verdade, têm uma relação complexa com ela. Ele acredita que até poemas ruins podem fazer os leitores pensarem sobre o que é um bom poema. Para Lerner, a poesia é um espaço para explorar questões estéticas, éticas e políticas. Ele também vê a poesia como uma forma de resistência em situações de desigualdade, destacando seu papel na criação de novos mundos. Além de “O Ódio pela Poesia”, Lerner tem outras obras traduzidas no Brasil, como “Estação Atocha”, “10:04” e “Topeka School”, e acredita que a poesia, mesmo quando falha, é uma maneira valiosa de estimular a imaginação e a criatividade.

Ben Lerner, escritor e poeta americano, lançou no Brasil seu novo ensaio, O Ódio pela Poesia, pela editora Fósforo. A obra surge como uma resposta ao discurso recorrente que proclama a morte da poesia, um tema que Lerner considera infrutífero e redutivo.

Em entrevista à Folha, Lerner argumenta que o suposto “ódio” à poesia revela um desejo frustrado por algo que a linguagem não pode oferecer. “As pessoas que dizem odiar poesia, na verdade, mantêm com ela uma relação dialética”, afirma. Para ele, essa ambiguidade é central na poesia moderna, que promete o que não pode cumprir.

Lerner menciona que até poemas considerados ruins podem estimular a reflexão do leitor sobre o que constitui um bom poema. A poesia, segundo o autor, serve como um campo de teste para nossas demandas estéticas, éticas e políticas. Ele destaca que a linguagem é uma ferramenta para explorar o quanto da experiência humana pode ser compartilhado.

A Poesia como Resistência

O autor vê a poesia como uma forma de resistência em contextos de desigualdade, como o brasileiro. “A poesia pode ser um gesto de recusa ao status quo”, diz Lerner, enfatizando seu papel na imaginação de novos mundos. Para ele, a falha da poesia em cumprir suas promessas é, na verdade, seu maior valor.

Além de O Ódio pela Poesia, Lerner tem outras obras traduzidas no Brasil, como Estação Atocha, 10:04 e Topeka School. Ele também é conhecido por suas coletâneas poéticas, como Ângulo de Guinada e As Luzes. O autor defende que a poesia, mesmo em sua falha, é uma forma generosa de explorar a imaginação e a criatividade.

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