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Diretora brasileira critica escolha de substituto branco nos Estados Unidos

Gandja Monteiro critica recuo em diversidade na indústria do entretenimento e planeja projetos no Brasil, buscando mais representatividade.

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Gandja Monteiro, uma diretora brasileira que vive nos Estados Unidos, está preocupada com as mudanças nas políticas de diversidade na indústria do entretenimento. Durante a conferência Rio2C, ela disse que perdeu oportunidades de trabalho por causa do recuo em iniciativas de diversidade nos estúdios, especialmente após a administração de Donald Trump. Monteiro, que trabalhou em séries como “Wandinha” e “The Witcher”, contou que muitos estúdios fecharam seus departamentos de diversidade. Ela também criticou a falta de apoio do governo americano à produção de filmes, afirmando que isso é um problema sério. Embora tenha vários projetos em andamento nos Estados Unidos, ela planeja fazer um filme de terror psicológico no Brasil e um projeto secreto sobre uma distopia de ação feminista. O setor audiovisual ainda enfrenta incertezas, e muitos profissionais esperam por mudanças que tragam mais segurança. Monteiro continua lutando por mais representatividade e oportunidades tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

A diretora brasileira Gandja Monteiro, radicada nos Estados Unidos, expressou preocupações sobre o impacto das mudanças nas políticas de diversidade na indústria do entretenimento. Durante sua participação na conferência Rio2C, Monteiro destacou que perdeu oportunidades de trabalho devido ao recuo em iniciativas de diversidade nos estúdios, especialmente após a administração de Donald Trump.

Monteiro, conhecida por seu trabalho em séries como “Wandinha” e “The Witcher”, afirmou que muitos estúdios fecharam seus departamentos de diversidade ou mudaram suas nomenclaturas. Ela relatou uma experiência recente em que, apesar de sua experiência, não foi escolhida para um projeto que envolvia um herói latino, sendo substituída por um candidato menos qualificado.

Críticas ao Apoio Governamental

A diretora criticou a falta de apoio do governo americano à produção audiovisual, afirmando que “é um problema enraizado”. Monteiro ressaltou que preferiria filmar na Califórnia, mas a ausência de incentivos fiscais comparáveis aos oferecidos em outros países, como o Reino Unido, dificulta essa possibilidade.

Ela também mencionou que, apesar de ter dez projetos em desenvolvimento nos Estados Unidos, está planejando realizar um filme de terror psicológico no Brasil, além de um projeto secreto que aborda uma distopia de ação feminista.

Desafios do Setor

O setor audiovisual ainda enfrenta incertezas, especialmente após a pandemia. A produtora executiva da Marvel, Mary Livanos, que participou do mesmo debate, comentou sobre a pressão política que a Disney tem enfrentado, mas destacou que na Marvel “nos mantemos fiéis a nossos valores”.

A situação atual do mercado é instável, e muitos profissionais aguardam uma mudança que possa trazer mais segurança ao ecossistema cinematográfico. Monteiro, por sua vez, continua a lutar por mais representatividade e oportunidades na indústria, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

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