Douglas Knesse, um artista de 29 anos do Rio de Janeiro, está em destaque com sua nova exposição chamada “Contrapeso”, que acontece no Centro Cultural Correios e apresenta 27 obras feitas com lonas rugosas. Ele também terá uma mostra na Simchowitz Gallery em Los Angeles, com 16 pinturas, a partir de 26 de julho. Knesse, que cresceu na Barra da Tijuca, usa lonas que adquire de caminhoneiros, muitas vezes já danificadas, e transforma essas peças em arte. Ele pinta diretamente no chão do seu ateliê, incorporando marcas e imperfeições das lonas em suas obras. Desde 2014, ele se inspira em sua vida esportiva e no ambiente carioca, criando um estilo único que reflete sua vivência. Knesse não se importa com críticas sobre sua aparência ou origem, e vê a arte como um espaço livre para sua expressão.
Douglas Knesse, artista carioca de 29 anos, inaugura sua nova exposição “Contrapeso” hoje no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro. A mostra conta com 27 obras, incluindo lonas rugosas, telas de algodão e uma escultura. Além disso, Knesse apresentará 16 pinturas na Simchowitz Gallery, em Los Angeles, a partir de 26 de julho.
Knesse, que cresceu na Barra da Tijuca, destaca que sua origem em um local menos voltado às artes influenciou sua produção. Ele utiliza lonas de caminhões, que adquire de caminhoneiros, e transforma suas imperfeições em arte. As lonas, muitas vezes com rasgões e marcas do sol, são submetidas a um processo de limpeza e recortes antes de serem pintadas. O artista afirma que “pinto em cima de todas as lonas aqui”, enfatizando sua conexão com o material.
A curadora da exposição, Daniela Avellar, ressalta que Knesse se apropria das marcas das lonas para compor seu trabalho. “Não é uma tela em branco, mas uma superfície com marcas que espera a ação do artista”, afirma. Knesse começou sua trajetória artística em 2014 e sempre se inspirou no cenário carioca, refletindo em suas obras as imagens que observa na praia e durante passeios de skate.
O artista, que também pratica esportes como surf e jiu-jitsu, relaciona sua vivência esportiva à sua produção artística. Ele menciona que a repetição e o foco dos esportes influenciam seu processo criativo. Knesse afirma que a arte é seu “paraíso”, um espaço onde pode expressar-se livremente, desafiando estereótipos que já enfrentou, como ser visto apenas como um “playboy”.
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