Wendy Guerra, uma autora cubana, lançou seu novo romance “La costurera de Chanel”, que se passa na França do início do século 20 e é inspirado em vestidos da marca Chanel encontrados na casa de sua ex-sogra. O livro explora a relação entre moda e identidade feminina, abordando temas como a vida de mulheres fortes em uma sociedade rígida e a moda como forma de expressão. A história gira em torno de Simone Leblanc, uma colaboradora fictícia de Coco Chanel, e se desenrola em um contexto que vai da Belle Époque à Segunda Guerra Mundial, incluindo a Cuba dos anos 30. Guerra acredita que, apesar de parecer distante, a história é próxima a ela, pois sua relação com a moda é profunda e significativa. Ela também reflete sobre como a moda pode servir como uma armadura em tempos difíceis. A autora menciona que a apresentação da Chanel em Havana em 2016 a fez perceber a contradição entre a revolução cubana e o luxo da marca. Guerra considera seu livro uma obra feminista, pois reflete a força e a complexidade das mulheres. O romance contém elementos de erotismo e diversas formas de sexualidade, que ela considera revolucionárias para a época. Em relação a críticas sobre a falta de política em sua obra, Guerra defende que seu livro aborda questões sérias sobre Cuba e a dignidade feminina. Além disso, ela está trabalhando em seu primeiro filme, “All We Cannot See”, que estreia no Tribeca Film Festival, e considera que a escrita de roteiros é diferente da escrita de romances, mas está aberta a adaptar “La costurera de Chanel” para o cinema.
Wendy Guerra, autora cubana, lançou recentemente seu novo romance, “La costurera de Chanel”, que explora a relação entre moda e identidade feminina. Ambientado na França do início do século 20, o livro foi inspirado por vestidos da marca Chanel encontrados na casa de sua ex-sogra.
A obra narra a história de Simone Leblanc, uma colaboradora fictícia de Gabrielle “Coco” Chanel, e mergulha no universo da alta-costura e da sociedade francesa, abrangendo desde a Belle Époque até a Segunda Guerra Mundial, passando pela Cuba dos anos 1930. Guerra afirma que, apesar da aparente distância temática, o livro aborda questões profundas sobre a vida e a política cubana.
A autora destaca que a moda serve como uma forma de expressão e resistência. “Quando a polícia política me abordava, suas perguntas eram sobre as roupas que eu usava, não pelo seu valor, mas pela sofisticação,” explica Guerra. Ela acredita que a moda pode ser um escudo contra a dor e a perda, especialmente para as mulheres.
Guerra também menciona a paradoxa entre a Revolução Cubana e o luxo da Chanel, refletindo sobre a identidade cubana. “Cuba não é apenas sandálias e tambores, mas também sofisticação,” afirma. O livro é descrito como uma obra feminista, com personagens fortes e uma narrativa que explora diversas formas de sexualidade.
Além do romance, Guerra está se aventurando no cinema com o filme “All We Cannot See”, que estreia no Tribeca Film Festival. A autora revela que o roteiro foi influenciado por sua formação em cinema e pela tradição poética caribenha. “Escrevi como se fosse um roteiro, com um forte essencialismo espacial,” diz.
Atualmente, Guerra está em negociações para adaptar “La costurera de Chanel” para o cinema. A autora expressa seu desejo de se envolver no projeto, mas reconhece que precisa de um tempo para se distanciar do livro antes de assumir essa nova empreitada.
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