A exposição “Pop Brasil: Vanguarda e Nova Figuração, 1960-70” na Pinacoteca de São Paulo apresenta 250 obras de mais de cem artistas, refletindo sobre a sociedade brasileira durante a ditadura militar e a cultura popular. A mostra, que é a maior do ano no museu, inclui trabalhos de artistas como Nelson Leirner, Wanda Pimentel e Cláudio Tozzi. As obras abordam temas como a indústria cultural e a crítica ao regime militar, usando elementos da arte pop. A exposição também será levada para a Argentina em novembro. Os curadores, Pollyana Quintella e Yuri Quevedo, destacam que a arte desse período expressa tanto a repressão quanto o desejo de liberdade, mostrando a complexidade da sociedade brasileira da época.
A Pinacoteca de São Paulo inaugura a exposição “Pop Brasil: Vanguarda e Nova Figuração, 1960-70”, que reúne duzentas e cinquenta obras de mais de cem artistas. A mostra, que acontece de 31 de maio a 5 de outubro, explora a crítica à sociedade de consumo e a resistência durante a ditadura militar. Em novembro, a exposição será apresentada no Museu de Arte Latino-Americana de Buenos Aires, na Argentina.
Os curadores Pollyana Quintella e Yuri Quevedo destacam a importância da nova figuração brasileira, que incorpora elementos da cultura popular e da estética da publicidade. Obras de artistas como Hélio Oiticica, Nelson Leirner e Wanda Pimentel estão em exibição, refletindo um período de efervescência artística e social. A exposição é a maior do ano na Pinacoteca e inclui peças do acervo da instituição e da Coleção Roger Wright.
Entre as obras, destaca-se a instalação de Nelson Leirner, que mescla símbolos católicos com a imagem do cantor Roberto Carlos, questionando a lógica da indústria cultural. Outra peça notável é “A Bela Lindonéia”, de Rubens Gerchman, que retrata uma mulher em um porta-retrato adornado, unindo modernidade e artesanato.
A mostra também aborda a repressão da ditadura militar, com obras que criticam o regime. Cildo Meireles apresenta “Inserções em Circuitos Ideológicos”, onde utiliza cédulas de dinheiro para transmitir mensagens subversivas. A exposição termina com uma retrospectiva da arte dos anos 1950, mostrando a evolução das linguagens artísticas no Brasil.
Os visitantes podem explorar a relação entre arte e sociedade, refletindo sobre a busca por liberdade e identidade em um contexto de repressão. A entrada custa R$ 30,00, com gratuidade aos sábados.
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