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Hybe abre escritório na China e sinaliza retomada do K-pop no país

Hybe abre escritório na China, sinalizando possível fim da proibição de K-pop. A empresa também planeja vender participação na SM Entertainment.

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A Hybe, a maior agência de K-pop da Coreia do Sul, abriu seu primeiro escritório na China, o que pode indicar que Pequim está afrouxando sua proibição não oficial sobre shows de K-pop. A agência, que é responsável pelo BTS, já planejava essa expansão desde o ano passado. O novo escritório, inaugurado em 2 de abril, é a quarta filial da Hybe fora do país. No entanto, a empresa não tem planos de lançar novos grupos na China. Há sinais de que a China está mudando sua postura em relação ao K-pop, possivelmente devido a uma economia interna fraca e negociações comerciais paradas. Recentemente, a China isentou vistos para sul-coreanos, e a Coreia do Sul fez o mesmo para visitantes chineses. Além disso, a Hybe anunciou que vai vender sua participação na SM Entertainment para a Tencent Music, o que mostra um fortalecimento das relações entre a Tencent e as principais empresas de K-pop. Se o K-pop se tornar mais popular na China, espera-se que plataformas de interação entre fãs e artistas, como Weverse e Dear U Bubble, ganhem mais uso. No entanto, a volta do K-pop na China pode enfrentar desafios, como a recente cancelamento de um show do grupo Epex em Fuzhou. As ações da Hybe caíram 1,47% após essas notícias. A possibilidade de uma mudança na proibição do K-pop pode trazer um novo impulso para a indústria de entretenimento da Coreia do Sul, que é menos afetada por tarifas do que outros setores, como automóveis e semicondutores.

A Hybe, agência sul-coreana responsável pelo BTS, inaugurou seu primeiro escritório na China no dia 2 de abril. A abertura ocorre em um contexto de possíveis mudanças na postura de Pequim em relação ao K-pop, que enfrentou uma proibição não oficial. A empresa já demonstrava interesse em expandir suas operações no país desde o ano passado.

A nova unidade da Hybe é a quarta no exterior, mas, segundo a mídia sul-coreana KBS, não há planos para lançar novos grupos na China. A decisão de estabelecer o escritório pode ser um reflexo da fragilidade do consumo interno na China e das negociações comerciais estagnadas entre os dois países. Em um sinal de aproximação, a China isentou de visto os sul-coreanos em novembro passado, e a Coreia do Sul fez o mesmo em março de 2025.

Além disso, a Hybe anunciou a venda de sua participação na SM Entertainment para a Tencent Music. Essa transação indica um fortalecimento das relações entre a Tencent e as principais empresas de K-pop. O analista Junhyun Kim, da HSBC, destacou que a maior aceitação do K-pop na China pode aumentar o uso de plataformas de interação entre fãs e artistas, como Weverse e Dear U Bubble.

Entretanto, o retorno do K-pop à China pode enfrentar desafios. O grupo Epex cancelou um show em Fuzhou, que seria o primeiro de um grupo totalmente coreano no país desde 2016. As ações da Hybe caíram 1,47% durante o pregão de sexta-feira. A indústria do entretenimento sul-coreano pode se beneficiar de uma mudança na política chinesa, já que o consumo de K-pop é menos afetado por tarifas do que setores como semicondutores e automóveis.

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