O remake de Lilo & Stitch da Disney está gerando polêmica por suas mudanças em relação ao filme original de 2002. Especialistas apontam que o novo final, onde Nani deixa o Havaí, vai contra a mensagem de ‘ohana’, que significa família, e reforça a ideia de deslocamento dos havaianos de suas terras. Mariah Rigg, uma autora havaiana, criticou essa mudança, afirmando que o filme original abordava questões sociais e coloniais de forma mais profunda. Delia Konzett, professora da Universidade de New Hampshire, também comentou que a nova narrativa contradiz o conceito de ‘ohana’, que valoriza a comunidade sem intervenção do governo. No filme original, Nani, Lilo e Stitch permanecem juntos, enquanto no remake, Nani vai para os EUA e Lilo e Stitch são entregues a uma família vizinha. Além disso, uma cena clássica foi alterada, trocando a música “Suspicious Minds” de Elvis Presley por “You’re the Devil in Disguise”, possivelmente para atrair uma nova geração.
O remake de Lilo & Stitch, lançado pela Disney, tem gerado polêmica devido a mudanças significativas em relação à animação original de 2002. Especialistas apontam que o novo filme reforça temas de colonialismo e deslocamento dos povos havaianos.
Críticas surgiram especialmente em relação ao final do remake, onde Nani deixa o Havaí, contrariando a mensagem de ‘ohana’, que representa a ideia de família e comunidade. A autora Mariah Rigg, nascida em O‘ahu, expressou sua preocupação, afirmando que a nova narrativa contribui para a ideia de que os havaianos podem abandonar suas terras ancestrais. “O filme original era contra o sistema colonial no Havaí. O final do remake é prejudicial”, disse Rigg.
Mudanças na Trilha Sonora
Outra alteração notável foi a troca de uma cena clássica, onde Lilo acorda Nani com a música “Suspicious Minds” de Elvis Presley. No remake, a canção “You’re the Devil in Disguise” foi escolhida, possivelmente para atrair a nova geração, que reconhece a música nas redes sociais.
Delia Konzett, professora da Universidade de New Hampshire, também criticou a nova abordagem. Ela destacou que a entrega de Lilo ao Estado contradiz o conceito de ‘ohana’, que enfatiza a autorregulação da comunidade sem intervenção governamental.
Recepção do Público
Embora o filme tenha se saído bem nas bilheteiras, arrecadando US$ 273 milhões globalmente, a recepção entre o público havaiano é mista. A mercantilização do Havaí e a representação da cultura local continuam a ser temas de debate. O remake, que faz parte da tendência da Disney de adaptar animações clássicas para o formato live-action, pode não ter conseguido capturar a essência do original.
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