A Orquestra Sinfônica de Viena vai tocar “El Danubio azul” em um concerto especial que será transmitido para a sonda Voyager 1, que está a 25 bilhões de quilômetros da Terra. Essa apresentação é uma forma de corrigir a ausência da famosa peça nos discos de ouro da sonda, que foram lançados em 1977 e incluíam músicas de grandes compositores, mas deixaram de fora Johann Strauss filho. O concerto, chamado “Waltz into Space”, ocorrerá no dia 31 de maio no Museu de Artes Aplicadas em Viena e a música será enviada ao espaço a partir da Estação de Cebreros, na Espanha. A transmissão levará 23 horas para chegar à Voyager, que não está equipada para receber a nova gravação, tornando o evento mais simbólico do que prático. A orquestra, sob a direção do maestro Petr Popelka, também fará uma turnê pela Espanha em junho, apresentando a música que é conhecida por sua beleza e leveza.
A Sinfônica de Viena realizará um concerto especial no dia 31 de maio, onde tocará “El Danubio azul” de Johann Strauss Filho. O evento será transmitido para a Voyager 1, que se encontra a 25 bilhões de quilômetros da Terra. Essa ação visa corrigir a ausência da famosa peça nos Golden Records da sonda, que foram lançados em 1977.
O concerto, intitulado “Waltz into Space”, ocorrerá no Museu de Artes Aplicadas em Viena. A transmissão será feita por meio de uma onda eletromagnética, com a música viajando à velocidade da luz. O áudio será codificado em tempo real e enviado a partir da Estação de Cebreros, em Ávila, na Espanha. A transmissão levará 23 horas para alcançar a Voyager, que representa a mensagem musical da humanidade.
O subdiretor da Estação de Cebreros, Jorge Fauste, explicou que a tecnologia atual da Voyager não está preparada para receber a nova transmissão. Apesar disso, o evento será simbólico e repleto de beleza. A Sinfônica de Viena, sob a direção do maestro Petr Popelka, também fará uma turnê pela Espanha entre os dias 3 e 6 de junho.
Os fãs de Strauss tiveram a oportunidade de apadrinhar algumas das 13.743 notas da partitura antes da transmissão. O sobrinho bisneto de Johann Strauss Filho, Eduard Strauss, destacou a importância da obra e a conexão com a história da música. Ele também comentou sobre a má interpretação de que o compositor não sabia dançar, afirmando que ele estava sempre ocupado compondo ou regendo.
O maestro Popelka ressaltou que a magia de “El Danubio azul” não reside na perfeição, mas em sutis imprecisões que criam uma sensação única no ouvinte. O evento promete ser uma celebração da música clássica e um tributo ao legado de Strauss, que continua a encantar gerações.
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