A Unidos da Tijuca vai homenagear a escritora Carolina Maria de Jesus no carnaval de 2026, com um enredo que destaca sua importância. O anúncio foi feito em um evento na quadra da escola, com a presença de sua filha, Vera Eunice de Jesus Lima. O carnavalesco Edson Pereira explicou que o título do enredo é o nome da escritora para garantir que sua história não seja esquecida. Carolina Maria de Jesus é uma das mais importantes escritoras negras do Brasil, conhecida por seu livro “Quarto de Despejo”, que retrata a vida nas favelas. Ela viveu na favela do Canindé, em São Paulo, e sustentou seus filhos como catadora de papéis. Sua obra, que inclui outros livros e poemas, ganhou reconhecimento após sua morte em 1977, e hoje ela é vista como um símbolo de resistência e uma voz importante para as populações marginalizadas.
A Unidos da Tijuca homenageará a escritora Carolina Maria de Jesus no carnaval de 2026, com um enredo que destaca sua importância na literatura brasileira. O anúncio ocorreu na quadra da escola, no Santo Cristo, e contou com a presença da filha da homenageada, Vera Eunice de Jesus Lima.
O carnavalesco Edson Pereira afirmou que o título do enredo será o nome da escritora, para que sua história não seja esquecida. Ele destacou que Carolina representa a vivência de muitos brasileiros e que a escola busca valorizar as vozes menos privilegiadas. “Essa história jamais volte a ser apagada”, disse Pereira.
Carolina Maria de Jesus, uma das mais importantes escritoras negras do Brasil, viveu na favela do Canindé, em São Paulo. Seu livro de estreia, Quarto de Despejo: Diário de uma favelada, foi um sucesso imediato, vendendo cerca de dez mil exemplares na primeira semana e sendo traduzido para treze idiomas.
Além de Quarto de Despejo, Carolina publicou outras obras, como Casa de Alvenaria: Diário de uma Ex-Favelada, e produziu poemas e peças de teatro. Apesar de ter vivido seus últimos anos em relativa obscuridade, seu legado ressurgiu nas últimas décadas, tornando-se um símbolo de resistência e uma voz importante para as populações marginalizadas.
A homenagem da Unidos da Tijuca é vista como uma forma de reconhecer e celebrar a contribuição de Carolina para a literatura e a sociedade, reforçando a importância de sua obra em debates sobre desigualdade e racismo no Brasil.
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