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Gurús da sedução promovem manipulação e estereótipos de gênero nas redes sociais

Gurus da sedução nas redes sociais promovem técnicas manipulativas, alimentando estereótipos de gênero e comunidades incel.

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Em 2005, Will Smith estrelou a comédia romântica “Hitch”, onde ajudava homens a conquistar mulheres, mostrando como se comportar e se comunicar. Hoje, o tema ainda é relevante, pois surgiram muitos gurus da sedução nas redes sociais que oferecem dicas baseadas em manipulação e ideais machistas. Especialistas, como a psicóloga Deborah Murcia, alertam que esses conteúdos atraem homens que se sentem rejeitados e podem alimentar comunidades incel. Esses gurus promovem a ideia de que todas as mulheres são iguais e devem ser abordadas com estratégias, o que reforça estereótipos de gênero e pode levar a comportamentos abusivos. A socióloga Jess Carbino critica essas abordagens por serem simplistas e oferecidas por pessoas sem formação adequada. Alguns coaches de sedução ensinam técnicas que transformam o relacionamento em um jogo de poder, fazendo com que os homens se sintam inseguros e vejam as mulheres como adversárias. Essa confusão masculina é alimentada por um contexto social em mudança, onde muitos homens se sentem perdidos. Enquanto isso, iniciativas como a série “Adolescência” tentam oferecer uma visão mais saudável sobre relacionamentos, contrastando com os discursos de dominação que ainda proliferam nas redes sociais.

A comédia romântica “Hitch”, lançada em dois mil e cinco, continua relevante ao abordar a sedução masculina. O filme, estrelado por Will Smith, mostra um consultor que ajuda homens a conquistar mulheres, refletindo sobre inseguranças e estratégias de relacionamento.

Atualmente, surgem gurus da sedução nas redes sociais que promovem técnicas manipulativas e machistas. Esses conselhos, muitas vezes, alimentam estereótipos de gênero e contribuem para o crescimento de comunidades incel, que reúnem homens que se sentem rejeitados. A psicóloga Deborah Murcia alerta que esses conteúdos se disfarçam de autoajuda, mas são terreno fértil para discursos de ódio.

Esses gurus afirmam que as mulheres são uma massa homogênea, o que fomenta uma visão reducionista das relações. A socióloga Jess Carbino destaca que, embora existam diferenças biológicas, os problemas enfrentados por homens e mulheres são mais semelhantes do que diferentes.

Os conselhos de sedução frequentemente tratam as mulheres como adversárias a serem conquistadas. Daniel Ribelles, um coach de encontros, sugere que os homens devem ser estratégicos para obter o que desejam. Álvaro Reyes, outro guru, afirma que as mulheres testam os homens com perguntas difíceis, criando um clima de desconfiança.

Essas abordagens são criticadas por especialistas, que afirmam que carecem de formação adequada. Deborah Murcia observa que muitos desses mentores se aproveitam da vulnerabilidade de homens em busca de relacionamentos. A insegurança masculina, presente tanto no filme “Hitch” quanto na realidade atual, é frequentemente usada como justificativa para táticas manipulativas.

Enquanto isso, iniciativas como a série “Adolescência” da Netflix buscam promover uma visão mais saudável das relações. Em contraste, proliferam discursos que misturam biologia e questões sociais, justificando comportamentos questionáveis. Paul Mescal, ídolo da geração Z, recentemente destacou a importância da amabilidade nas relações, sugerindo que a ternura pode ser um ponto de partida mais eficaz do que estratégias de dominação.

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