Cerca de 60 artistas cancelaram sua participação no festival Sónar, que acontecerá em junho em Barcelona, por causa de um fundo de investimento que, segundo eles, está ligado a atividades imobiliárias em territórios palestinos. Os artistas, incluindo nomes como Arca e DJ Paquita Gordon, afirmaram que a KKR, acionista majoritária da Superstruct Entertainment, que organiza o festival, é cúmplice do genocídio em Gaza. Eles pedem que o Sónar se distancie desses investimentos e siga as diretrizes do movimento BDS, que defende boicotes a Israel. O festival respondeu que condena o genocídio contra os palestinos e explicou que a KKR se tornou acionista em 2024, após uma venda de ações. O governo espanhol, que reconheceu o Estado da Palestina, também expressou preocupação com a presença da KKR em festivais culturais no país.
Cerca de 60 artistas cancelaram sua participação no festival Sónar, programado para ocorrer de 12 a 14 de junho em Barcelona. Eles acusam a KKR, acionista majoritária da Superstruct Entertainment, de ser cúmplice do genocídio em Gaza e pedem que o evento se distancie de seus investimentos em territórios palestinos.
Os artistas, incluindo nomes como Arca e DJ Paquita Gordon, publicaram uma carta aberta nas redes sociais. Na mensagem, afirmam que o Sónar é um dos eventos pertencentes à Superstruct, que agora tem a KKR como principal investidora. O BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) também é mencionado, acusando a KKR de financiar atividades em áreas ocupadas por Israel.
Em resposta, o Sónar declarou que condena o genocídio contra o povo palestino e explicou sua relação com a KKR. O festival informou que a Superstruct adquiriu o Sónar em 2018, quando a Providence Equity Partners era a principal investidora. Em outubro de 2024, a Providence vendeu sua participação para um consórcio liderado pela KKR.
O festival garantiu que nenhum recurso do público é destinado à KKR. O ministro da Cultura da Espanha, Ernest Urtasun, expressou preocupação com a entrada da KKR em festivais espanhóis, afirmando que a empresa não é bem-vinda nas atividades culturais do país. O governo espanhol reconheceu o Estado da Palestina em maio de 2024, alinhando-se a uma postura crítica em relação ao governo israelense.
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