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José de Abreu estreia peça ‘A Baleia’ e aborda temas de obesidade e reconciliação

José de Abreu volta aos palcos após 12 anos com "A Baleia", abordando gordofobia e homoafetividade, e promete uma performance impactante.

José de Abreu retorna aos palcos após doze anos de afastamento com a peça “A Baleia”, que estreia no dia seis de julho no Teatro Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro. O ator, conhecido por suas opiniões políticas polêmicas, interpreta um personagem com obesidade mórbida, utilizando enchimentos e maquiagem para dar realismo ao papel. A […]

José de Abreu retorna aos palcos após doze anos de afastamento com a peça “A Baleia”, que estreia no dia seis de julho no Teatro Adolpho Bloch, no Rio de Janeiro. O ator, conhecido por suas opiniões políticas polêmicas, interpreta um personagem com obesidade mórbida, utilizando enchimentos e maquiagem para dar realismo ao papel. A montagem, que aborda temas como homo e gordofobia, conta com a presença do autor Samuel D. Hunter na estreia.

Durante os ensaios, Abreu comentou sobre a complexidade do personagem, que pesa quase trezentos quilos. Ele descreveu a experiência como sua maior imersão em um papel em cinquenta e oito anos de carreira. O personagem, um professor gay, enfrenta um processo de autodestruição e busca se reaproximar da filha antes de morrer. Abreu utiliza um traje climatizado, que inclui quatro quilos de gelo, para equilibrar a temperatura corporal durante as quase duas horas de apresentação.

O ator sonhava em trazer a peça ao Brasil desde que conheceu o texto há cerca de dez anos. A estreia do filme homônimo, que rendeu um Oscar a Brendan Fraser, atrasou seus planos, mas o projeto foi retomado sob a direção de Luís Artur Nunes. Hunter, que já viu a peça ser montada em diversas línguas, destacou que a versão brasileira preserva trechos cômicos que não estavam no longa-metragem.

Abreu, que se afastou do teatro para viver fora do Brasil, não teme o retorno ao público, mesmo diante de críticas nas redes sociais. Ele afirmou que seu “hater não vai ao teatro” e que o público geralmente respeita seu trabalho como ator, independentemente de suas convicções políticas. A peça também utiliza recursos da Lei Rouanet, que Abreu defende como um direito do artista.

O ator, que tem uma longa trajetória de militância política, expressou otimismo em relação a um futuro mais inclusivo. Ele criticou a falta de diversidade em produções anteriores e se mostrou chocado com posturas conservadoras de colegas. Abreu também comentou sobre a atual gestão da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a necessidade de abordar questões como a taxação de serviços de streaming e os impactos da inteligência artificial na arte.

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