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Klaus Biesenbach critica a “correção política” e reflete sobre sua saída dos EUA

Klaus Biesenbach critica a "correção política" nos EUA e revela tensões em sua carreira, incluindo polêmica com Nan Goldin em Berlim.

Klaus Biesenbach, ex-diretor do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles (MOCA), deixou a cena artística americana em 2021, alegando pressão da “correção política” e questões de diversidade. Atualmente, ele é diretor da Neue Nationalgalerie em Berlim. Em entrevista ao Der Spiegel, Biesenbach criticou a imposição de quotas e a cultura de luto forçado em […]

Klaus Biesenbach, ex-diretor do Museu de Arte Contemporânea de Los Angeles (MOCA), deixou a cena artística americana em 2021, alegando pressão da “correção política” e questões de diversidade. Atualmente, ele é diretor da Neue Nationalgalerie em Berlim.

Em entrevista ao Der Spiegel, Biesenbach criticou a imposição de quotas e a cultura de luto forçado em reuniões. Ele relatou experiências durante a pandemia e a administração Trump, afirmando que o ambiente se tornou uma “guerra cultural”. O curador mencionou reuniões online após o assassinato de George Floyd, onde os participantes eram incentivados a compartilhar experiências de discriminação.

Biesenbach, que se considera um dos primeiros a promover a arte de mulheres e artistas negros, disse que a situação se tornou insustentável. Ele se sentiu pressionado a participar de discussões que considerava inadequadas para sua posição como homem branco privilegiado. Sua narrativa sobre o Holocausto foi recebida com críticas, levando a um desentendimento com uma colega.

Polêmica com Nan Goldin

O curador também abordou sua interação polêmica com a artista Nan Goldin durante a abertura de uma exposição em Berlim. Goldin fez declarações sobre a ação militar de Israel em Gaza, que Biesenbach contestou publicamente. Ele expressou surpresa com a reação negativa ao seu discurso, afirmando que nunca tentou impedir Goldin de falar.

Biesenbach, que possui cidadania americana e alemã, comentou sobre a demissão de Gary Garrels, ex-curador do Museu de Arte Moderna de São Francisco, que enfrentou críticas por usar o termo “discriminação reversa”. Ele reconheceu que muitos colegas não se manifestaram sobre a situação.

O ex-diretor do MOCA também se tornou uma figura polarizadora em Berlim, especialmente após o evento com Goldin. Ele mencionou alegações de censura em relação a artistas pró-Palestina na Alemanha, destacando a preocupação com a liberdade de expressão no país.

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