Uma nova adaptação da série “El Eternauta”, estrelada por Ricardo Darín, traz uma visão contemporânea da obra de ficção científica argentina. A série, que estreia em breve, mantém o enredo original de uma nevada mortal e uma invasão alienígena, mas agora incorpora consultoria científica de físicos para atualizar a narrativa. O diretor Bruno Stagnaro buscou […]
Uma nova adaptação da série “El Eternauta”, estrelada por Ricardo Darín, traz uma visão contemporânea da obra de ficção científica argentina. A série, que estreia em breve, mantém o enredo original de uma nevada mortal e uma invasão alienígena, mas agora incorpora consultoria científica de físicos para atualizar a narrativa.
O diretor Bruno Stagnaro buscou uma abordagem plausível para explicar a nevada letal, evitando referências aos medos da década de 1950, como a energia nuclear. Para isso, ele se reuniu com os físicos Gastón Giribet e Pablo Mininni, que contribuíram com conhecimentos sobre fenômenos como pulsos eletromagnéticos e mudanças climáticas.
A trama se inicia com uma nevasca que isola Buenos Aires, deixando milhões de mortos nas ruas. Os personagens, liderados por Juan Salvo (Darín), enfrentam a catástrofe enquanto jogam cartas. Giribet destacou que a adaptação precisava refletir os temores atuais, como as catástrofes naturais e o aquecimento global.
Os físicos colaboraram para garantir a credibilidade científica da série. Giribet, especialista em teoria quântica, e Mininni, que tem paixão pela ficção científica, discutiram cenários possíveis para a origem da nevasca. Mininni afirmou que um pulso eletromagnético seria a explicação mais plausível para o apagão que afeta a eletrônica.
A série também explora a relação entre o campo magnético da Terra e os fenômenos solares. Os personagens discutem como a inversão dos polos magnéticos poderia resultar em uma catástrofe. A adaptação visa não apenas entreter, mas também provocar reflexões sobre os desafios coletivos que a sociedade enfrenta atualmente.
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