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Estilo mandrakitty ganha destaque nos bailes funk e reflete diversidade LGBTQIA+

Estilo "mandrakitty" ganha destaque no funk, misturando referências de gênero e sexualidade, com influenciadores como Gustavo Custódio à frente.

O estilo “mandrakitty” tem ganhado destaque nos bailes funk do Brasil, refletindo a crescente presença da comunidade LGBTQIA+. Gustavo Custódio, influenciador paranaense, é um dos principais expoentes desse movimento. Recentemente, ele e outros artistas, como Zumbicore, têm promovido essa estética em suas músicas e postagens, abordando a ambiguidade de gênero e sexualidade. O termo “mandrakitty” […]

O estilo “mandrakitty” tem ganhado destaque nos bailes funk do Brasil, refletindo a crescente presença da comunidade LGBTQIA+. Gustavo Custódio, influenciador paranaense, é um dos principais expoentes desse movimento. Recentemente, ele e outros artistas, como Zumbicore, têm promovido essa estética em suas músicas e postagens, abordando a ambiguidade de gênero e sexualidade.

O termo “mandrakitty” combina elementos do estilo mandrake, tradicionalmente associado ao masculino, com a figura feminina da Hello Kitty. Essa tendência começou a se espalhar nas redes sociais após um vídeo de Ruger MC, que brincou com a estética. Gustavo Custódio se destacou em um post de dezembro de 2023, onde se descreveu como “mandrakitty”, alcançando mais de 30 milhões de visualizações no Instagram.

A Música e a Identidade

Zumbicore lançou a música “Mandrakitty” em novembro de 2024, incorporando batidas do funk bruxaria e letras que exploram a tensão sexual entre homens. Ele afirma que a canção surgiu da necessidade de retratar experiências não heteronormativas no funk. “É um protesto que vem de uma necessidade política de não nos sentirmos excluídos”, diz Zumbicore.

Custódio destaca que ser “mandrakitty” vai além de preferências sexuais. “É um estilo, um jeito de estar no mundo que vai além do sexo,” afirma. Kalef Castro, outro artista que se identifica como “mandrakitty”, ressalta que a estética impulsiona a visibilidade da comunidade LGBTQIA+ no funk.

Espaços de Inclusão

Os artistas compartilham experiências sobre a aceitação nos bailes funk. Enquanto Zumbicore não vê abertura em ambientes mais heteronormativos, Custódio acredita que os bailes oferecem mais respeito. “No baile funk, ninguém invade meu espaço. Eu consigo curtir tranquilo,” afirma.

O estilo “mandrakitty” não apenas celebra a diversidade, mas também confunde estereótipos, como demonstrado em vídeos onde os influenciadores são abordados por policiais e liberados ao serem identificados como “mandrakittys”. Essa nova estética representa um espaço de inclusão e expressão para a comunidade LGBTQIA+ nos bailes funk.

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