A exposição “The First Homosexuals” no Wrightwood 659, em Chicago, analisa a evolução da definição de queerness, apresentando mais de 350 obras de 1860 a 1930. A mostra destaca a influência colonial na percepção da sexualidade e busca descentralizar visões ocidentais sobre o tema. Recentemente, quatro obras foram retiradas da exposição devido a pressões políticas. […]
A exposição “The First Homosexuals” no Wrightwood 659, em Chicago, analisa a evolução da definição de queerness, apresentando mais de 350 obras de 1860 a 1930. A mostra destaca a influência colonial na percepção da sexualidade e busca descentralizar visões ocidentais sobre o tema.
Recentemente, quatro obras foram retiradas da exposição devido a pressões políticas. Entre elas, estão duas pinturas do artista Ladislav Mednyánszky e dois charcoais da artista Hena Rodríguez. A retirada reflete um clima hostil à queerness, que se intensificou desde a inauguração do governo de Donald Trump.
O curador da exposição, Jonathan Katz, enfatiza que a retirada das obras é um exemplo de repressão à expressão artística que aborda a sexualidade. As obras ausentes são apresentadas através de reproduções e textos explicativos, destacando a importância de reconhecer a censura. Katz afirma que é crucial informar ao público sobre o que não pôde ser exibido devido à repressão de direita.
A exposição, que ficará em cartaz até 26 de julho, inclui obras que retratam a vida de pessoas queer em diferentes contextos históricos. Katz menciona que a cidade de Lima, no século XIX, atraiu pessoas queer em busca de liberdade, desafiando a propaganda colonial que a retratava como um local de degradação moral.
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