A Cinemateca Brasileira, em São Paulo, recebeu o acervo do cineasta e músico Sérgio Ricardo, que inclui mais de 4 mil itens. Para comemorar essa doação, será exibido o filme “Noite do espantalho” no festival In-Edit, no dia 19 de junho. O acervo contém fotos, recortes de jornal, discos, desenhos, manuscritos e troféus, todos organizados pelo projeto Sérgio Ricardo Memória Viva, coordenado por sua filha, Marina Lutfi. Sérgio Ricardo, que foi uma figura importante na bossa-nova e no Cinema Novo, já tinha alguns de seus filmes guardados na Cinemateca. “Noite do espantalho”, lançado em 1974, conta com a participação de artistas como Alceu Valença e Geraldo Azevedo. Sérgio também é lembrado por sua forte personalidade e por momentos marcantes, como quando quebrou seu violão no palco do III Festival da Canção da TV Record, em 1967. Ele colaborou com Glauber Rocha em “Deus e o diabo na terra do sol”, onde sua voz se destaca na cena final. O ator Othon Bastos, que interpretou Corisco, continua atuando aos 91 anos.
A Cinemateca Brasileira, localizada em São Paulo, recebeu o acervo do cineasta e músico Sérgio Ricardo (1932–2020), uma figura central na bossa-nova e no Cinema Novo. A doação, que inclui mais de 4 mil itens, será celebrada com a exibição do filme “Noite do espantalho” no festival In-Edit, no dia 19 de junho.
O acervo, agora sob a custódia da Cinemateca, contém fotos, recortes de jornal, discos, desenhos, manuscritos e troféus, todos catalogados pelo projeto Sérgio Ricardo Memória Viva, coordenado por Marina Lutfi, filha do artista. A Cinemateca já guardava alguns de seus filmes, e essa nova doação reforça a importância de Sérgio Ricardo na cultura brasileira.
“Noite do espantalho”, lançado em 1974, conta com a participação de jovens talentos como Alceu Valença e Geraldo Azevedo. A fotografia do filme é de Dib Lutfi, irmão de Sérgio, que nasceu como João Lutfi em uma família de imigrantes sírios. Sérgio Ricardo é reconhecido por sua contribuição à bossa-nova, tendo sido elogiado por João Gilberto e participado do histórico Festival da Bossa Nova em 1962 no Carnegie Hall, em Nova York.
Além de seu trabalho no cinema, Sérgio Ricardo é lembrado por seu temperamento forte, como demonstrado no famoso episódio em que quebrou seu violão no palco do III Festival da Canção da TV Record, em 1967. Sua colaboração com Glauber Rocha culminou na icônica cena final de “Deus e o diabo na terra do sol” (1963), onde sua voz poderosa ecoa a resistência do personagem Corisco. O ator Othon Bastos, que interpretou Corisco, continua ativo aos 91 anos, em cartaz com a peça Não me entrego, não.
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