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Exposição revela fotos inéditas de homens na Praia de Ipanema dos anos 70 e 80

Exposição no Paço Imperial reúne 60 obras inéditas de Alair Gomes, refletindo sobre a sensualidade e a representação do corpo masculino na arte.

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A exposição “Alair Gomes: o erotismo no belo” foi aberta no Paço Imperial, no Rio de Janeiro, e apresenta cerca de 60 obras inéditas do fotógrafo Alair Gomes, que é conhecido por seu olhar sensual sobre o corpo masculino. As fotos mostram jovens na Praia de Ipanema entre as décadas de 1970 e 1980 e fazem parte da coleção de Klaus Werner, amigo de Gomes. O curador Luiz Pizarro selecionou as imagens, que foram produzidas pelo próprio fotógrafo em seu apartamento. Os trabalhos de Gomes exploram temas como beleza, voyerismo, sexualidade e sedução, abordando a nudez masculina em um tempo em que esse tema era censurado, especialmente em relação à homossexualidade. Alair Gomes, que começou a fotografar em 1965, produziu mais de 170 mil negativos e suas obras estão em museus importantes, como o Museu de Arte Moderna de Nova York. A exposição também inclui o documentário “A morte de Narciso”, que discute seu trabalho, enriquecendo a experiência do público.

A exposição “Alair Gomes: o erotismo no belo” foi inaugurada no último sábado (14) no Paço Imperial, no Rio de Janeiro. A mostra apresenta cerca de 60 obras inéditas do fotógrafo fluminense, reconhecido por seu olhar sensual sobre o corpo masculino.

As imagens, que retratam rapazes na Praia de Ipanema entre as décadas de 1970 e 1980, fazem parte da coleção do jornalista alemão Klaus Werner, amigo de Alair Gomes. O material foi cuidadosamente selecionado pelo curador Luiz Pizarro. As obras foram produzidas, reveladas e ampliadas pelo próprio fotógrafo em seu apartamento em Ipanema.

Temas Centrais

Os trabalhos de Alair Gomes exploram temas como beleza, voyerismo, sexualidade e sedução. O curador destaca que, ao capturar a beleza e a vulnerabilidade do corpo masculino, o artista abordava a sensualidade e a intimidade em um período em que a nudez masculina era frequentemente censurada, especialmente em relação à homossexualidade.

Natural de Valença, Alair Gomes foi engenheiro antes de se dedicar à fotografia em 1965. Ao longo de sua carreira, produziu mais de 170 mil negativos, com foco em nus masculinos e registros do carnaval carioca. Suas composições em trípticos e o uso de sombras conferem uma aura quase divina às suas imagens.

Reconhecimento Internacional

Alair Gomes também foi professor de fotografia na Escola de Artes Visuais do Parque Lage nos anos 1970. Sua obra ganhou destaque internacional em 2001, com uma grande retrospectiva em Paris. Atualmente, suas fotografias estão presentes em importantes acervos, como o Museu de Arte Moderna de Nova York e o MAM do Rio de Janeiro.

A exposição no Paço Imperial não apenas celebra a obra de Alair Gomes, mas também provoca reflexões sobre a representação do corpo masculino na arte e na sociedade. O documentário “A morte de Narciso” (2003), que discute seu projeto artístico, integra a mostra, enriquecendo a experiência do público.

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