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Joyce Moreno reinventa ‘Adeus, Amélia’ e defende as ‘proibidonas’ do samba

Joyce Moreno lança "O mar é mulher", álbum que aborda urgentemente a condição feminina em meio ao aumento de feminicídios no Brasil.

A cantora Joyce Moreno na praia de Copacabana (Foto: Júlia Aguiar)
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Joyce Moreno, uma famosa cantora e compositora brasileira, lançou seu novo álbum chamado “O mar é mulher”. Este disco fala principalmente sobre questões femininas, em um momento em que os feminicídios estão aumentando no Brasil. Ao contrário de seu álbum anterior, “Feminina”, que não tinha a intenção de ser sobre mulheres, “O mar é mulher” foi feito com letras que abordam diretamente a experiência feminina. Joyce percebeu que muitas das canções que escolheu falam sobre a vida das mulheres. Ela, que antes tinha uma relação complicada com o feminismo, agora sente a necessidade de discutir a condição feminina. O álbum inclui músicas como “Adeus, Amélia”, que desafia o mito da mulher ideal, e “Comigo”, que fala sobre a autossuficiência. Joyce decidiu gravar letras que refletem novas gerações que falam abertamente sobre sexualidade. A faixa-título relaciona a feminilidade ao mar, algo que é importante para a cultura carioca, já que Joyce cresceu em Copacabana. O álbum também conta com colaborações de outros artistas e é lançado junto com o relançamento de “Forças d’alma”, um disco de Tutty Moreno, parceiro de Joyce por 48 anos.

Joyce Moreno, renomada cantora e compositora brasileira, lança seu novo álbum “O mar é mulher”, que traz um repertório focado em questões femininas. O disco surge em um contexto alarmante, com o aumento dos feminicídios no Brasil, refletindo a urgência de discutir a condição da mulher na sociedade.

Diferente de seu álbum icônico “Feminina” (1980), que não tinha a intenção de ser um trabalho sobre mulheres, “O mar é mulher” foi construído com letras que abordam diretamente a experiência feminina. Joyce destaca que, ao selecionar as canções, percebeu a predominância de temas relacionados às mulheres. A artista, que já teve uma relação tensa com o feminismo, agora se sente compelida a falar sobre a urgência de ser mulher em tempos difíceis.

Joyce relembra que, em seu primeiro disco, as letras refletiam uma visão mais tradicional sobre relacionamentos. Com o passar dos anos, ela se aproximou do feminismo e se tornou amiga de figuras importantes do movimento. A artista observa que “hoje existem vários tipos de feminismo”, abrangendo novas vozes e perspectivas.

Temas do Novo Álbum

Uma das faixas, “Adeus, Amélia”, desconstrói o mito da mulher ideal, enquanto “Comigo” aborda a autossuficiência feminina. Joyce revela que, apesar de ter recebido conselhos para não gravar certas letras, decidiu seguir em frente, inspirada por novas gerações que falam abertamente sobre sexualidade.

O álbum também inclui a faixa-título, que reflete sobre a feminilidade associada ao mar, uma metáfora que permeia várias canções do disco. Joyce, que cresceu em Copacabana, destaca a conexão ancestral com o mar, que é uma parte intrínseca da cultura carioca.

Além disso, o álbum conta com colaborações de artistas como Paulo César Pinheiro e Jards Macalé. O lançamento coincide com o relançamento de “Forças d’alma”, disco de Tutty Moreno, parceiro de Joyce há 48 anos, no qual ela participa de duas faixas.

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