Na Feira do Livro de São Paulo, Lázaro Ramos e Ronilso Pacheco participaram de um painel sobre negritude, mediado pela jornalista Adriana Ferreira Silva. Lázaro, que escreveu “Na Nossa Pele: Continuando a Conversa”, falou sobre suas memórias familiares e como a escrita é uma forma de resistência. Ele destacou que sua motivação para escrever vem de uma forte carga emocional e da necessidade de discutir questões importantes. Ronilso, autor de “Teologia Negra: O Sopro Antirracista do Espírito”, compartilhou sua trajetória espiritual e a relevância do protestantismo negro como um movimento de resistência. Ele também mencionou a influência da leitura em sua formação. Ambos concordaram que a luta pela emancipação racial no Brasil continua, ressaltando a importância da autoestima diante da violência contra jovens negros. Em outro evento, o colunista Conrado Hübner Mendes criticou o Judiciário brasileiro, discutindo a atuação do Supremo Tribunal Federal e sua responsabilidade na proteção da democracia.
Em um painel emocionante na Feira do Livro de São Paulo, o ator e escritor Lázaro Ramos e o teólogo Ronilso Pacheco discutiram a negritude e suas experiências pessoais. O evento, realizado no palco Petrobras, foi mediado pela jornalista Adriana Ferreira Silva e ocorreu no último dia da feira.
Lázaro Ramos, autor de “Na Nossa Pele: Continuando a Conversa”, compartilhou memórias familiares e enfatizou a escrita como um ato de resistência. Ele afirmou que sua motivação para escrever não era a busca por publicação, mas sim uma “carga emocional tão grande” que o levou a querer ampliar debates sobre questões urgentes. O ator destacou a beleza presente na vida de sua mãe, além das dificuldades enfrentadas.
Ronilso Pacheco, autor de “Teologia Negra: O Sopro Antirracista do Espírito”, trouxe reflexões sobre sua trajetória espiritual e a importância do protestantismo negro como um movimento de resistência. Ele ressaltou que sua formação foi influenciada tanto por suas raízes no candomblé quanto por sua convivência com amigos evangélicos. Pacheco também mencionou que a leitura desde jovem ampliou sua visão de mundo.
Ambos os autores concordaram que a luta por emancipação racial no Brasil é um processo contínuo. Pacheco observou que, apesar dos avanços, ainda existem barreiras impostas pela cor da pele. Ele enfatizou a importância de cultivar autoestima e reconhecimento, especialmente diante de notícias alarmantes sobre a violência contra jovens negros.
Em outro evento da feira, o colunista Conrado Hübner Mendes criticou o Judiciário brasileiro em sua mesa “O Discreto Charme da Magistocracia”. Mendes, que lançou um livro homônimo, discutiu a atuação do Supremo Tribunal Federal e sua responsabilidade em proteger a democracia. Ele alertou para os riscos de sua crítica ser mal interpretada por setores antidemocráticos.
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