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Cinemas registram aumento de 217% no público desde o fim da pandemia

Filmes nacionais enfrentam queda acentuada nas bilheteiras, comprometendo a indústria e a diversidade cultural nas telas.

Sala de cinema — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo
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Desde o fim da pandemia em 2020, o público nas salas de cinema cresceu bastante, mas os filmes brasileiros estão enfrentando dificuldades. Em 2024, a venda de ingressos para produções nacionais caiu para 12,6 milhões, que é metade do que foi registrado em 2019. Mesmo com o sucesso de alguns filmes, como *Ainda Estou Aqui*, isso não foi suficiente para mudar a situação. A consultora Joana Siqueira, da Firjan, afirma que essa queda na bilheteira prejudica a indústria, afetando empregos e a diversidade cultural. Além disso, a redução do tempo entre o lançamento no cinema e no streaming, que agora é de apenas algumas semanas, também diminui a frequência do público nas salas. Siqueira observa que o streaming e os algoritmos estão mudando como as pessoas consomem filmes, e experiências mais imersivas estão se tornando populares, aumentando a concorrência. A prioridade agora é adaptar políticas e facilitar o acesso ao cinema para ajudar a revitalizar a indústria audiovisual no Brasil.

Um estudo da Firjan revela que, apesar do crescimento de 217% no público das salas de cinema desde o fim da pandemia em 2020, os filmes nacionais enfrentam sérios desafios. Em 2024, a bilheteira de produções brasileiras caiu para 12,6 milhões de ingressos, representando metade do que foi registrado em 2019. O sucesso de filmes como *Ainda Estou Aqui* não foi suficiente para reverter essa tendência.

A consultora em Estudos e Pesquisas da Firjan, Joana Siqueira, destaca que a baixa bilheteira nacional compromete o fortalecimento da indústria. Isso impacta empregos, inovações e a diversidade cultural nas telas. A situação é agravada pela redução do intervalo entre cinema e streaming, que caiu de 90 dias para poucas semanas. Essa mudança, segundo o estudo “O futuro da cultura e da indústria audiovisual na era digital”, dificulta ainda mais a frequência do público nas salas.

Além disso, Siqueira aponta que o streaming e os algoritmos estão moldando novos hábitos de consumo. As experiências imersivas também estão ganhando espaço, tornando a concorrência ainda mais acirrada. A consultora conclui que a missão atual é adaptar políticas e ampliar o acesso ao cinema, buscando revitalizar a indústria audiovisual nacional.

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