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Aislan Pankararu expressa sua conexão com o Brasil rural em pinturas vibrantes

Aislan Pankararu lança obras que conectam arte e rituais indígenas, após receber o Prêmio PIPA e explorar suas raízes no sertão nordestino.

Aislan Pankararu: A Redescoberta, 2024. (Foto: Estúdio em Obra, São Paulo)
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Aislan Pankararu, artista e médico brasileiro, ganhou o Prêmio PIPA e lançou novas séries de obras chamadas “Soil” e “Touch”. Suas obras falam sobre a conexão entre arte, natureza e rituais indígenas, refletindo sua ancestralidade. No estúdio dele em São Paulo, há pinturas grandes e materiais como peles de couro que lembram suas raízes no sertão nordestino. Pankararu, que se formou em medicina, redescobriu sua paixão pela arte durante a residência médica em 2019 e fez sua primeira exposição no Hospital Universitário de Brasília. Suas novas obras usam cores que lembram a Caatinga e a série “Soil” utiliza barro em suas pinturas, enquanto “Touch” apresenta pontos brancos e pretos em linho cru. Ele também usa a técnica de pintura com barro, que está ligada ao Toré, uma dança cerimonial, e busca transmitir movimento e mistério em suas criações, respeitando a tradição Pankararu.

Aislan Pankararu, artista e médico brasileiro, foi recentemente agraciado com o Prêmio PIPA e lançou novas séries de obras, como “Soil” e “Touch”. Suas criações exploram a conexão entre arte, natureza e rituais indígenas, mantendo um diálogo com sua ancestralidade.

No estúdio de Pankararu, localizado em São Paulo, elementos de sua terra natal no sertão nordestino se fazem presentes. Pelas paredes, grandes pinturas e materiais como peles de couro e talos de croá evocam suas raízes. Desde sua mudança para a cidade em 2021, o artista tem integrado suas experiências na medicina com referências à flora e fauna brasileiras e aos desenhos rituais de seu povo.

Formado em medicina, Pankararu redescobriu sua paixão pela arte durante a residência médica em 2019. Sua primeira exposição ocorreu no Hospital Universitário de Brasília, logo antes da pandemia. Desde então, participou de diversas mostras, incluindo no Museu Nacional da República e no Museu de Arte de São Paulo.

Novas Obras

As obras de Pankararu são marcadas por uma paleta de cores que remete ao bioma da Caatinga, onde sua cultura se entrelaça com o ambiente. Em “Soil”, ele utiliza acrílico pigmentado com barro para criar composições que evocam tanto a micro quanto a macroscopia, enquanto a série “Touch” apresenta pontos brancos e pretos que vibram sobre superfícies de linho cru.

Além disso, a técnica de pintura com barro remete ao Toré, uma dança cerimonial que incorpora designs simbólicos. Pankararu busca transmitir movimento em suas obras, alinhando-as a rituais sagrados, mas mantendo um ar de mistério, essencial à tradição Pankararu. Ele afirma que “existe um mistério chamado silêncio”, que pretende respeitar em sua arte.

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