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Morre Rosalind Fox Solomon, fotógrafa que retratou alienação e racismo

A fotógrafa Rosalind Fox Solomon, referência na captura da marginalização, deixa um legado impactante após sua morte aos 95 anos.

Rosalind Fox Solomon, 2019. (Foto: Getty Images for International Center of Photography)
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Rosalind Fox Solomon, uma fotógrafa famosa por suas imagens que mostram alienação e marginalização, faleceu em Nova York aos 95 anos. Sua carreira durou quase seis décadas, durante as quais ela retratou a vida de pessoas marginalizadas, como afro-americanos no Sul dos EUA e pessoas com AIDS em Nova York. Usando uma câmera Hasselblad, suas fotos em preto e branco capturaram a psicologia de seus sujeitos. Fox Solomon mantinha uma certa distância de seus temas para entender como eram vistos pela sociedade. Ela via a profundidade de seu trabalho nas imagens, não nas palavras. Nascida em 2 de abril de 1930, em Illinois, ela teve uma infância difícil e se formou em ciência política, mas encontrou seu caminho na fotografia e no ativismo. A partir da década de 1980, destacou-se ao documentar a crise da AIDS. Recentemente, também foi elogiada por seus autorretratos, que refletem sua introspecção e a inevitabilidade da morte.

Rosalind Fox Solomon, renomada fotógrafa conhecida por suas imagens que abordam alienação, racismo e marginalização, faleceu em Nova York na última segunda-feira, aos 95 anos. A confirmação foi feita pela Stephen Bulger Gallery, que não divulgou a causa da morte.

Durante quase seis décadas de carreira, Fox Solomon capturou a vida de indivíduos marginalizados, incluindo afro-americanos no Sul dos EUA, pessoas com AIDS em Nova York e palestinos na Cisjordânia. Suas imagens em preto e branco, feitas com uma câmera Hasselblad, revelaram a psicologia de seus sujeitos e as realidades de suas comunidades.

A fotógrafa adotou uma abordagem única, mantendo distância de seus temas para entender como eram percebidos pela sociedade. “A profundidade está nas imagens, não no que eu digo sobre elas,” afirmou em entrevista. Essa técnica, embora por vezes deixasse suas obras enigmáticas, também foi elogiada por críticos que encontraram empatia em seu trabalho.

Legado e Contribuições

Fox Solomon viajou extensivamente, de Havana a Istambul, mas suas obras em Nova York, onde residiu desde 1979, refletem sua prática artística. Em 2019, ela fotografou funcionários do Museum of Modern Art, destacando aqueles que muitas vezes passam despercebidos.

Nascida em 2 de abril de 1930, em Highland Park, Illinois, Fox Solomon teve uma infância marcada por dificuldades familiares. Formou-se em ciência política pela Goucher College em 1951, mas se sentia perdida até se envolver com causas ativistas e a fotografia. Seu trabalho começou a ganhar reconhecimento após ser orientada pela fotógrafa Lisette Model.

A partir da década de 1980, Fox Solomon se destacou ao documentar a crise da AIDS, mesmo sem conhecer pessoalmente ninguém afetado. Suas imagens buscavam revelar a luta humana pela sobrevivência. Recentemente, ela também recebeu elogios por suas autorretratos, que refletem sua introspecção e a inevitabilidade da morte.

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