A peça “A Médica”, com Clara Carvalho no papel principal, é uma adaptação moderna da obra “Professor Bernhardi”, de Arthur Schnitzler. Dirigida por Nelson Baskerville e produzida por Rosalie Rahal Haddad, a montagem está em cartaz no auditório do Masp, em São Paulo, até 24 de agosto. A história segue a médica Ruth Wolff, que dirige um hospital de pesquisas sobre Alzheimer. Ela se envolve em um escândalo nas redes sociais ao impedir a entrada de um padre no quarto de uma adolescente em estado crítico, o que gera ataques e desinformação, abordando temas como identidade, etnia e gênero em um contexto de cancelamento público. A peça já foi apresentada em países como Alemanha, China e Estados Unidos, mostrando a relevância de suas temáticas atuais. A encenação inclui personagens que desafiam normas de gênero e raça, seguindo a visão do dramaturgo Robert Icke. Clara Carvalho descreve sua personagem como complexa e cheia de contradições. O elenco é diversificado e utiliza técnicas como videomapping e trilha sonora ao vivo. A peça começa discutindo o aborto e depois critica o comportamento social atual, mostrando como a médica, antes respeitada, se torna alvo de ódio na era digital. A montagem provoca reflexões sobre a sociedade contemporânea.
A peça “A Médica”, com Clara Carvalho no papel principal, é uma adaptação contemporânea da obra “Professor Bernhardi”, de Arthur Schnitzler. Sob a direção de Nelson Baskerville e produção de Rosalie Rahal Haddad, a montagem está em cartaz no auditório do Masp, em São Paulo, até 24 de agosto.
A trama gira em torno da médica Ruth Wolff, que dirige um hospital especializado em pesquisas sobre Alzheimer. Após impedir a entrada de um padre no quarto de uma adolescente em estado crítico, a médica se vê envolvida em um escândalo nas redes sociais. A decisão gera uma onda de ataques e desinformação, refletindo sobre questões de identidade, etnia e gênero em um contexto de cancelamento público.
A peça já foi apresentada em diversos países, incluindo Alemanha, China e Estados Unidos, e destaca a relevância de suas temáticas atuais. A encenação traz personagens que desafiam normas de gênero e raça, uma exigência do dramaturgo Robert Icke, que atualiza a narrativa original. Clara Carvalho, que interpreta a protagonista, descreve a médica como uma figura complexa, marcada por incoerências e preconceitos.
A montagem conta com um elenco diversificado, incluindo Adriana Lessa e Anderson Muller, e utiliza técnicas inovadoras como videomapping e trilha sonora ao vivo. Nelson Baskerville, o diretor, ressalta que a peça mantém a essência da obra original, mas incorpora elementos contemporâneos que transformam a narrativa.
O espetáculo começa abordando o aborto como uma questão polêmica, mas rapidamente evolui para uma crítica ao comportamento social atual. A médica, antes respeitada, torna-se alvo de ódio e perseguição, refletindo a fragilidade da reputação na era digital. A peça promete provocar reflexões profundas sobre a sociedade contemporânea e suas dinâmicas.
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